Eu acordo com um medo enorme de já ser adulta, e a cada dia eu me vejo mais adulta. Talvez por isso eu aja assim, de maneira tão infantil.
Eu queria dizer um monte de coisa que tem aqui, pulando pra fora nas horas mais inoportunas e das formas mais estranhas, me confundindo ainda mais, sem passar nada do que eu realmente gostaria.
Mas agora eu só queria dizer que eu to com tanto medo de tudo isso que eu queria avançar bem rápido pra escapar logo de vez ou voltar lá pro começo quando aqui não era refúgio, e sim diversão.
E hoje o tempo congelou por uns instantes, quando o tempo congela não dá pra contar. Eu te amo como se cada minuto fosse um ano e, assim, com você eu tenho tido os meus melhores anos, mas eles passam rápido demais e aí eu volto pro mundo real onde um minuto também é um ano, mas não por ser especial, e sim por ser longo e chato.
Quantas vezes mais eu vou ter que lidar com mudanças? Quantas vezes mais eu vou chorar em lugar inapropriado torcendo pra ninguém perceber? (E ninguém nunca percebe). Quantas vezes eu vou olhar pro novo conseguindo ver apenas o que entra em mim e faz doer? Cada vez é mais difícil lidar com mudanças, eu só queria uma linha reta com tudo vindo devagar. Mas só você conseguiu mudar tudo sem deixar doer.
E os minutos e os anos continuam passando. Pelo menos você traz refúgio – e também diversão. E a vida e o tempo vão dar um jeito nessas coisas, provavelmente trazendo outras piores: já vou ser adulta.
domingo, 24 de janeiro de 2010
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
(Do ano passado, mas é a mesma coisa)
Eu não sei o motivo. Não existe porquê. A verdade é que eu seguro minhas lágrimas em todo o final de ano porque não é legal chorar numa oportunidade de mudança. Minha vida é boa, eu tenho muito tempo pela frente e, então, por que raios a tristeza e a vontade de chorar?
Mas eu não sei se é mesmo tristeza. Talvez seja os problemas dos outros. Os outros que não têm uma vida boa e não têm muito tempo pela frente. Os outros que não têm um milhão de oportunidades enquanto eu controlo minha fútil vontade de chorar.
Fútil porque eu também penso em tudo o que eu não fiz no ano que passou e em tudo o que eu quero fazer no ano que vai chegar. Eu quero terminar a faculdade enquanto milhões de pessoas nem sabem ler. Eu quero perder 5 quilos enquanto milhões de pessoas emagrecem por não ter o que comer.
Talvez seja também a saudade de tudo o que foi. E a saudade de tudo o que vai ser, porque tudo o que vai ser também vai passar. Porque, se tudo acaba, eu não sei o motivo de começar.
Talvez eu sinta vontade de chorar a falta da infância, a adolescência, a velhice. Talvez seja porque a cada ano eu perco mais um ano. Talvez seja a morte, o fim.
A morte de quem eu amo, o fim do que eu gosto, o começo de tudo o que um dia vai acabar. Tudo um dia vai acabar? Talvez seja a certeza do não eterno. Talvez seja o medo do eterno, porque um novo ano não significa mudanças. Não significa nada.
Talvez seja o medo do nada. Talvez seja o medo do medo, porque na verdade eu não tenho medo.
Talvez seja por tudo o que não deu certo, talvez seja por tudo o que eu não sei, pelo que deu certo, pela saudade, pela ausência, por tudo. Talvez eu sinta vontade de me acabar de chorar por tudo. Por mim, por você, e por todo mundo que a gente não conhece.
Talvez a vontade não chegue a profundidade nenhuma e a vontade de chorar vem dos quilos que eu não perdi esse ano, dos livros que eu não li esse ano, de tudo de errado que eu fiz, das mentiras que eu contei. Talvez eu sinta vontade de chorar porque quem mente o que comeu no café da manhã mente o que fez no jantar e eu já menti os dois. E eu já chorei por cada mentira que eu já contei. Eu acredito que um ano novo é sinal de mudanças e isso é uma mentira e, talvez, seja por isso a vontade de chorar.
Afinal. A vontade vem de tudo isso e vem de nada disso. Choro pela incerteza do tamanho do mundo e pela certeza de que daqui 365 dias eu vou sentir vontade de chorar novamente. Choro porque viver dá medo e porque morrer deve dar mais medo ainda. Choro de saudade dos tempos que eu não mais lembro e pelos tempos que virão e que, talvez, eu também me esqueça um dia. Choro porque eu tenho um sentimento imenso de solidão mesmo sabendo que, na verdade, eu sou apenas mais uma que chora porque é muito bonito começar tudo de novo.
Mas eu não sei se é mesmo tristeza. Talvez seja os problemas dos outros. Os outros que não têm uma vida boa e não têm muito tempo pela frente. Os outros que não têm um milhão de oportunidades enquanto eu controlo minha fútil vontade de chorar.
Fútil porque eu também penso em tudo o que eu não fiz no ano que passou e em tudo o que eu quero fazer no ano que vai chegar. Eu quero terminar a faculdade enquanto milhões de pessoas nem sabem ler. Eu quero perder 5 quilos enquanto milhões de pessoas emagrecem por não ter o que comer.
Talvez seja também a saudade de tudo o que foi. E a saudade de tudo o que vai ser, porque tudo o que vai ser também vai passar. Porque, se tudo acaba, eu não sei o motivo de começar.
Talvez eu sinta vontade de chorar a falta da infância, a adolescência, a velhice. Talvez seja porque a cada ano eu perco mais um ano. Talvez seja a morte, o fim.
A morte de quem eu amo, o fim do que eu gosto, o começo de tudo o que um dia vai acabar. Tudo um dia vai acabar? Talvez seja a certeza do não eterno. Talvez seja o medo do eterno, porque um novo ano não significa mudanças. Não significa nada.
Talvez seja o medo do nada. Talvez seja o medo do medo, porque na verdade eu não tenho medo.
Talvez seja por tudo o que não deu certo, talvez seja por tudo o que eu não sei, pelo que deu certo, pela saudade, pela ausência, por tudo. Talvez eu sinta vontade de me acabar de chorar por tudo. Por mim, por você, e por todo mundo que a gente não conhece.
Talvez a vontade não chegue a profundidade nenhuma e a vontade de chorar vem dos quilos que eu não perdi esse ano, dos livros que eu não li esse ano, de tudo de errado que eu fiz, das mentiras que eu contei. Talvez eu sinta vontade de chorar porque quem mente o que comeu no café da manhã mente o que fez no jantar e eu já menti os dois. E eu já chorei por cada mentira que eu já contei. Eu acredito que um ano novo é sinal de mudanças e isso é uma mentira e, talvez, seja por isso a vontade de chorar.
Afinal. A vontade vem de tudo isso e vem de nada disso. Choro pela incerteza do tamanho do mundo e pela certeza de que daqui 365 dias eu vou sentir vontade de chorar novamente. Choro porque viver dá medo e porque morrer deve dar mais medo ainda. Choro de saudade dos tempos que eu não mais lembro e pelos tempos que virão e que, talvez, eu também me esqueça um dia. Choro porque eu tenho um sentimento imenso de solidão mesmo sabendo que, na verdade, eu sou apenas mais uma que chora porque é muito bonito começar tudo de novo.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Outro texto que não vai mudar nada.
A gente se ama a mais de um ano e eu não canso de falar. Quando eu fico triste, prefiro ficar triste perto de você que não entende e me faz dar risada, mas é mais fácil ficar triste aqui.
Eu estou desenhando coisas que não me pertencem. Nada me pertence e meus rabiscos me dão vontade de rasgar. Rasgar desenho e rasgar escritos. A tela do monitor não dá pra rasgar. Mas dá vontade de rasgar essas fotos de pessoas felizes sorrindo no Orkut. Eu sou malvada. Dá vontade de rasgar tudo e mandar acabar com a brincadeira. Não dá pra eu contar a história completa porque eu não sei a história completa. Mas na rua da minha casa a vizinha deve chorar e eu percebo que ela passa por dificuldades. Isso tudo assusta e eu fico aqui querendo rasgar a felicidade de quem não se deixa atingir ao ver os mendigos dormindo embaixo do viaduto que dá acesso à Avenida Paulista. Não é tudo vagal. Você não sabe. Eu também não sei, mas isso assegura o meu desespero e faz eu querer morrer a tarde toda porque eu não sei o que fazer. E eu tenho muito que fazer. Estou só distraída com meu pânico. Tão estranho ele. Não vou perder as esperanças, só vou querer morrer um pouquinho por todo mundo que jamais vai ler sobre esperança por simplesmente não saber ler. E todo mundo que, assim como eu, terá uma linda ceia de Natal enquanto as crianças carentes que receberão presentes e cestas terão um dia feliz e nada mais. Nos dias seguintes a gente dorme e ri também. Mas e elas?
Tá chegando ano que vem. E nada vai mudar. No fim das contas, nem pra gente e nem pra elas. Então vamos lá, tomar um sorvete de casquinha e dar risada, ouvir uma música e esquecer quem nunca vai saber o que é isso. Porque tem coisa que a gente também nunca vai descobrir. E tem coisa que dá pra evitar. E, de tanto evitarmos, as coisas estão assim e eu escrevo no meu blog essas frases confusas que continuam não mudando coisíssima nenhuma, nem pra mim, nem pra você, nem pra vizinha, nem pros mendigos da paulista e, muito menos, pras crianças carentes deste natal.
Eu estou desenhando coisas que não me pertencem. Nada me pertence e meus rabiscos me dão vontade de rasgar. Rasgar desenho e rasgar escritos. A tela do monitor não dá pra rasgar. Mas dá vontade de rasgar essas fotos de pessoas felizes sorrindo no Orkut. Eu sou malvada. Dá vontade de rasgar tudo e mandar acabar com a brincadeira. Não dá pra eu contar a história completa porque eu não sei a história completa. Mas na rua da minha casa a vizinha deve chorar e eu percebo que ela passa por dificuldades. Isso tudo assusta e eu fico aqui querendo rasgar a felicidade de quem não se deixa atingir ao ver os mendigos dormindo embaixo do viaduto que dá acesso à Avenida Paulista. Não é tudo vagal. Você não sabe. Eu também não sei, mas isso assegura o meu desespero e faz eu querer morrer a tarde toda porque eu não sei o que fazer. E eu tenho muito que fazer. Estou só distraída com meu pânico. Tão estranho ele. Não vou perder as esperanças, só vou querer morrer um pouquinho por todo mundo que jamais vai ler sobre esperança por simplesmente não saber ler. E todo mundo que, assim como eu, terá uma linda ceia de Natal enquanto as crianças carentes que receberão presentes e cestas terão um dia feliz e nada mais. Nos dias seguintes a gente dorme e ri também. Mas e elas?
Tá chegando ano que vem. E nada vai mudar. No fim das contas, nem pra gente e nem pra elas. Então vamos lá, tomar um sorvete de casquinha e dar risada, ouvir uma música e esquecer quem nunca vai saber o que é isso. Porque tem coisa que a gente também nunca vai descobrir. E tem coisa que dá pra evitar. E, de tanto evitarmos, as coisas estão assim e eu escrevo no meu blog essas frases confusas que continuam não mudando coisíssima nenhuma, nem pra mim, nem pra você, nem pra vizinha, nem pros mendigos da paulista e, muito menos, pras crianças carentes deste natal.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Natal
Eu gosto de ligar a televisão e ver os comerciais anunciando que vão passar aqueles mesmos filmes de Natal de sempre. Eu gosto dos especiais de Natal. Eu gosto das luzes piscando, em toda a cidade, dos grandes shoppings competindo para ver qual é o mais glamoroso até as casas mais humildes, com suas mesmas luzes de todos os Natais, quase falhas. Eu gosto da mudança, mesmo sendo ela passageira, das pessoas: elas ficam mais ternas, se deixam ser mais felizes e procuram colaborar com os outros. Eu gosto de panetone, de chocolate, de árvores e de enfeites. Eu gosto das crianças acreditarem no papai Noel e escreverem cartas cheias de esperanças. Eu gosto de crianças, eu gosto de dar presentes e eu gosto de receber presentes também. Eu gosto de peru, de castanhas, de uvas. Eu gosto de gorrinhos vermelhos e gosto de abraços de feliz Natal. Eu gosto das velas natalinas, da missa do galo. Eu gosto de virar a noite com a família e de ver os fogos. Eu gosto dos presépios com a estrela, os três reis magos, Maria, José e o menino Jesus na manjedoura. Eu gosto da festa de Santo Reis, eu gosto das canções natalinas. Eu gosto de ajudar no Natal. Eu gosto de visitar famílias no Natal. Eu gosto da felicidade do Natal. Eu gosto tanto, tanto do Natal...
É a época mais bonita. É o recomeço. É a hora de esquecer como a vida é difícil e pensar em como ela pode ser fácil se a gente não complicar tanto. É hora de partilhar e de ser feliz porque ser feliz é o melhor. E ser feliz faz parte do Natal.
É a época mais bonita. É o recomeço. É a hora de esquecer como a vida é difícil e pensar em como ela pode ser fácil se a gente não complicar tanto. É hora de partilhar e de ser feliz porque ser feliz é o melhor. E ser feliz faz parte do Natal.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Ninguém
Ninguém entende que se não me derem emprego eu não vou ter dinheiro pra fazer inglês... ninguém entende que se não abrirem uma porta pra mim eu não vou adquirir experiência... ninguém entende que eu to tentando com todas minhas forças e que cada frustração mata um pouco da alegria que há dentro de mim mas eu continuo sorrindo, continuo animando todo mundo, continuo tentando ser feliz mas as vezes a gente falha mesmo e dá vontade de chorar... eu choro... eu fico com a cara inchada... eu fico com vontade de sumir... mas eu não sumo porque ninguém entende, ninguém entenderia...
Ninguém entende que eu não quero mais esperar, ninguém acredita quando eu falo que é verdade, ninguém entende que ele ser mais velho é o que mais me atrai... ninguém entende que eu gostei tanto do jeito que ele me tratou que inventei uma história na qual nós dois ficávamos juntos e éramos felizes... ninguém entende que essa história me fez tão bem que eu aperfeiçoei todos os dias e agora estou dependente dela... ninguém entende que essa dependência me fez bem por algumas semanas mas que agora me deixa down e mesmo down eu não me importo se tiver que tomar todas as iniciativas, ninguém entende que a cada manhã, quando eu acordo, sinto a saudade e a vontade mais fortes... ninguém entende... nem eu entendo... nem ele entenderia...
Ninguém entende que ainda não cicatrizou a cirurgia do siso e eu tirei os pontos antes da hora... ninguém entende que se eu falar demais começa a sangrar... ninguém entende que essa foi a melhor desculpa que eu encontrei pra não ter que falar nada, pra não ter que explicar nada porque ninguém entende, sabe?
E eu não entendo porque mesmo com problemas mais sérios o parágrafo falando dele ainda é o maior... talvez seja melhor não entender... ninguém entende mesmo.
Ninguém entende que eu não quero mais esperar, ninguém acredita quando eu falo que é verdade, ninguém entende que ele ser mais velho é o que mais me atrai... ninguém entende que eu gostei tanto do jeito que ele me tratou que inventei uma história na qual nós dois ficávamos juntos e éramos felizes... ninguém entende que essa história me fez tão bem que eu aperfeiçoei todos os dias e agora estou dependente dela... ninguém entende que essa dependência me fez bem por algumas semanas mas que agora me deixa down e mesmo down eu não me importo se tiver que tomar todas as iniciativas, ninguém entende que a cada manhã, quando eu acordo, sinto a saudade e a vontade mais fortes... ninguém entende... nem eu entendo... nem ele entenderia...
Ninguém entende que ainda não cicatrizou a cirurgia do siso e eu tirei os pontos antes da hora... ninguém entende que se eu falar demais começa a sangrar... ninguém entende que essa foi a melhor desculpa que eu encontrei pra não ter que falar nada, pra não ter que explicar nada porque ninguém entende, sabe?
E eu não entendo porque mesmo com problemas mais sérios o parágrafo falando dele ainda é o maior... talvez seja melhor não entender... ninguém entende mesmo.
domingo, 1 de novembro de 2009
Você não vai entender
Eu falo demais sem dizer nada, eu sei, mas é que eu não quero falar, eu só quero ser ouvida. Há amplos sentidos na aparente e concreta falta de sentido das coisas. Não pra todo mundo, eu também sei, mas o exato só me torna mais humana e as pessoas esbarram em mim em gestos de palavras que eu não posso ler.
Nada disso importa para outra pessoa que não seja eu mesma. E, no fim das contas, nem eu me importo tanto quando chega o fim do dia e eu também estou me esbarrando nas outras pessoas gesticulando palavras que ninguém jamais poderia ler com precisão.
Os caminhos, em linhas tão tortas, se cruzam e, se por um acaso eu parasse isso talvez não mudaria nada. Mas se você parasse e não tentasse ouvir, uma parte de mim enlouqueceria.
Eu posso enganar a todos e até a mim mesma, mas eu sempre acabo percebendo no espelho quando meu sorriso não afeta os olhos. E o seu também.
Nada disso importa para outra pessoa que não seja eu mesma. E, no fim das contas, nem eu me importo tanto quando chega o fim do dia e eu também estou me esbarrando nas outras pessoas gesticulando palavras que ninguém jamais poderia ler com precisão.
Os caminhos, em linhas tão tortas, se cruzam e, se por um acaso eu parasse isso talvez não mudaria nada. Mas se você parasse e não tentasse ouvir, uma parte de mim enlouqueceria.
Eu posso enganar a todos e até a mim mesma, mas eu sempre acabo percebendo no espelho quando meu sorriso não afeta os olhos. E o seu também.
sábado, 24 de outubro de 2009
Sobre faltas, excessos e borboletas
É estranho, eu escrevo ás vezes e não sou eu. Eu falo às vezes e não sou eu. Não me reconheço nas frases que eu formo. Não me reconheço nas roupas que eu uso. Não me reconheço nas músicas que eu escuto. Não me reconheço. É como se não fosse eu. É como se tudo estivesse em excesso mas alguma coisa faltasse. Entre um traço e outro, entre uma palavra e outra, entre uma dúvida e outra, entre um olhar e outro há a falta. E é tudo tão simples por dentro que o lado de fora não consegue entender. E isso complica tudo. Eu complico tudo. Eu complico porque às vezes eu vou fundo demais onde só haveria superfície e isso faz com que a criação de mil duzentas e sete borboletas na barriga diminua: uma ou duas voam pra longe, pra fugir do mergulho, e isso dói. Mas depois, numa hora qualquer, as minhas sempre voltam aos bandos e dá até vontade de chorar.
Todas as borboletas devem fugir. Elas devem ir aos poucos, uma a uma. Suas borboletas estão todas aí? Eu sempre acho que um dia, enquanto você dorme distraído, todas vão voar pra bem longe. Vão pra qualquer lugar distante e você não vai perceber de imediato. Com o tempo será como se elas nunca tivessem existido e, um dia, você vai acordar distraído, mas com um ar tão diferente, que novas borboletas surgirão vindas de um novo jardim, que não será o meu.
Desculpe. Eu fico repensando tudo, procurando algo na falta. Indo fundo a detalhes que só eu percebi. Tenho mania de pensar demais no que não é. Eu sempre sofro por coisas que não sei dizer. E é tão egoísta isso. Mas quase não dá pra perceber e dura pouco. Mas quase é real e quase é de mim, que sou quase uma pessoa real.
Só falta eu mesma, no meio de tanto excesso.
Todas as borboletas devem fugir. Elas devem ir aos poucos, uma a uma. Suas borboletas estão todas aí? Eu sempre acho que um dia, enquanto você dorme distraído, todas vão voar pra bem longe. Vão pra qualquer lugar distante e você não vai perceber de imediato. Com o tempo será como se elas nunca tivessem existido e, um dia, você vai acordar distraído, mas com um ar tão diferente, que novas borboletas surgirão vindas de um novo jardim, que não será o meu.
Desculpe. Eu fico repensando tudo, procurando algo na falta. Indo fundo a detalhes que só eu percebi. Tenho mania de pensar demais no que não é. Eu sempre sofro por coisas que não sei dizer. E é tão egoísta isso. Mas quase não dá pra perceber e dura pouco. Mas quase é real e quase é de mim, que sou quase uma pessoa real.
Só falta eu mesma, no meio de tanto excesso.
Assinar:
Postagens (Atom)