sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
(Do ano passado, mas é a mesma coisa)
Mas eu não sei se é mesmo tristeza. Talvez seja os problemas dos outros. Os outros que não têm uma vida boa e não têm muito tempo pela frente. Os outros que não têm um milhão de oportunidades enquanto eu controlo minha fútil vontade de chorar.
Fútil porque eu também penso em tudo o que eu não fiz no ano que passou e em tudo o que eu quero fazer no ano que vai chegar. Eu quero terminar a faculdade enquanto milhões de pessoas nem sabem ler. Eu quero perder 5 quilos enquanto milhões de pessoas emagrecem por não ter o que comer.
Talvez seja também a saudade de tudo o que foi. E a saudade de tudo o que vai ser, porque tudo o que vai ser também vai passar. Porque, se tudo acaba, eu não sei o motivo de começar.
Talvez eu sinta vontade de chorar a falta da infância, a adolescência, a velhice. Talvez seja porque a cada ano eu perco mais um ano. Talvez seja a morte, o fim.
A morte de quem eu amo, o fim do que eu gosto, o começo de tudo o que um dia vai acabar. Tudo um dia vai acabar? Talvez seja a certeza do não eterno. Talvez seja o medo do eterno, porque um novo ano não significa mudanças. Não significa nada.
Talvez seja o medo do nada. Talvez seja o medo do medo, porque na verdade eu não tenho medo.
Talvez seja por tudo o que não deu certo, talvez seja por tudo o que eu não sei, pelo que deu certo, pela saudade, pela ausência, por tudo. Talvez eu sinta vontade de me acabar de chorar por tudo. Por mim, por você, e por todo mundo que a gente não conhece.
Talvez a vontade não chegue a profundidade nenhuma e a vontade de chorar vem dos quilos que eu não perdi esse ano, dos livros que eu não li esse ano, de tudo de errado que eu fiz, das mentiras que eu contei. Talvez eu sinta vontade de chorar porque quem mente o que comeu no café da manhã mente o que fez no jantar e eu já menti os dois. E eu já chorei por cada mentira que eu já contei. Eu acredito que um ano novo é sinal de mudanças e isso é uma mentira e, talvez, seja por isso a vontade de chorar.
Afinal. A vontade vem de tudo isso e vem de nada disso. Choro pela incerteza do tamanho do mundo e pela certeza de que daqui 365 dias eu vou sentir vontade de chorar novamente. Choro porque viver dá medo e porque morrer deve dar mais medo ainda. Choro de saudade dos tempos que eu não mais lembro e pelos tempos que virão e que, talvez, eu também me esqueça um dia. Choro porque eu tenho um sentimento imenso de solidão mesmo sabendo que, na verdade, eu sou apenas mais uma que chora porque é muito bonito começar tudo de novo.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Outro texto que não vai mudar nada.
Eu estou desenhando coisas que não me pertencem. Nada me pertence e meus rabiscos me dão vontade de rasgar. Rasgar desenho e rasgar escritos. A tela do monitor não dá pra rasgar. Mas dá vontade de rasgar essas fotos de pessoas felizes sorrindo no Orkut. Eu sou malvada. Dá vontade de rasgar tudo e mandar acabar com a brincadeira. Não dá pra eu contar a história completa porque eu não sei a história completa. Mas na rua da minha casa a vizinha deve chorar e eu percebo que ela passa por dificuldades. Isso tudo assusta e eu fico aqui querendo rasgar a felicidade de quem não se deixa atingir ao ver os mendigos dormindo embaixo do viaduto que dá acesso à Avenida Paulista. Não é tudo vagal. Você não sabe. Eu também não sei, mas isso assegura o meu desespero e faz eu querer morrer a tarde toda porque eu não sei o que fazer. E eu tenho muito que fazer. Estou só distraída com meu pânico. Tão estranho ele. Não vou perder as esperanças, só vou querer morrer um pouquinho por todo mundo que jamais vai ler sobre esperança por simplesmente não saber ler. E todo mundo que, assim como eu, terá uma linda ceia de Natal enquanto as crianças carentes que receberão presentes e cestas terão um dia feliz e nada mais. Nos dias seguintes a gente dorme e ri também. Mas e elas?
Tá chegando ano que vem. E nada vai mudar. No fim das contas, nem pra gente e nem pra elas. Então vamos lá, tomar um sorvete de casquinha e dar risada, ouvir uma música e esquecer quem nunca vai saber o que é isso. Porque tem coisa que a gente também nunca vai descobrir. E tem coisa que dá pra evitar. E, de tanto evitarmos, as coisas estão assim e eu escrevo no meu blog essas frases confusas que continuam não mudando coisíssima nenhuma, nem pra mim, nem pra você, nem pra vizinha, nem pros mendigos da paulista e, muito menos, pras crianças carentes deste natal.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Natal
É a época mais bonita. É o recomeço. É a hora de esquecer como a vida é difícil e pensar em como ela pode ser fácil se a gente não complicar tanto. É hora de partilhar e de ser feliz porque ser feliz é o melhor. E ser feliz faz parte do Natal.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Ninguém
Ninguém entende que eu não quero mais esperar, ninguém acredita quando eu falo que é verdade, ninguém entende que ele ser mais velho é o que mais me atrai... ninguém entende que eu gostei tanto do jeito que ele me tratou que inventei uma história na qual nós dois ficávamos juntos e éramos felizes... ninguém entende que essa história me fez tão bem que eu aperfeiçoei todos os dias e agora estou dependente dela... ninguém entende que essa dependência me fez bem por algumas semanas mas que agora me deixa down e mesmo down eu não me importo se tiver que tomar todas as iniciativas, ninguém entende que a cada manhã, quando eu acordo, sinto a saudade e a vontade mais fortes... ninguém entende... nem eu entendo... nem ele entenderia...
Ninguém entende que ainda não cicatrizou a cirurgia do siso e eu tirei os pontos antes da hora... ninguém entende que se eu falar demais começa a sangrar... ninguém entende que essa foi a melhor desculpa que eu encontrei pra não ter que falar nada, pra não ter que explicar nada porque ninguém entende, sabe?
E eu não entendo porque mesmo com problemas mais sérios o parágrafo falando dele ainda é o maior... talvez seja melhor não entender... ninguém entende mesmo.
domingo, 1 de novembro de 2009
Você não vai entender
Nada disso importa para outra pessoa que não seja eu mesma. E, no fim das contas, nem eu me importo tanto quando chega o fim do dia e eu também estou me esbarrando nas outras pessoas gesticulando palavras que ninguém jamais poderia ler com precisão.
Os caminhos, em linhas tão tortas, se cruzam e, se por um acaso eu parasse isso talvez não mudaria nada. Mas se você parasse e não tentasse ouvir, uma parte de mim enlouqueceria.
Eu posso enganar a todos e até a mim mesma, mas eu sempre acabo percebendo no espelho quando meu sorriso não afeta os olhos. E o seu também.
sábado, 24 de outubro de 2009
Sobre faltas, excessos e borboletas
Todas as borboletas devem fugir. Elas devem ir aos poucos, uma a uma. Suas borboletas estão todas aí? Eu sempre acho que um dia, enquanto você dorme distraído, todas vão voar pra bem longe. Vão pra qualquer lugar distante e você não vai perceber de imediato. Com o tempo será como se elas nunca tivessem existido e, um dia, você vai acordar distraído, mas com um ar tão diferente, que novas borboletas surgirão vindas de um novo jardim, que não será o meu.
Desculpe. Eu fico repensando tudo, procurando algo na falta. Indo fundo a detalhes que só eu percebi. Tenho mania de pensar demais no que não é. Eu sempre sofro por coisas que não sei dizer. E é tão egoísta isso. Mas quase não dá pra perceber e dura pouco. Mas quase é real e quase é de mim, que sou quase uma pessoa real.
Só falta eu mesma, no meio de tanto excesso.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Outubro
Ultimamente eu tô escutando bastante Beatles. Eu assisti Across the Universe várias vezes já. O filme não cansa, a música não cansa. Ele dá saudade de coisas que ainda nem passaram. Ou passaram? A gente nunca sabe.
Na faculdade as coisas ainda estão tranqüilas. Mas não pra mim, fico contando os dias pra semana de avaliação e entro em desespero pensando no tanto de trabalho que tenho pra fazer! Mas, em desespero, não consigo fazer trabalho nenhum. Então durmo durante a tarde. Tenho dormido bastante durante a tarde, antes eu não conseguia, mas agora é bem fácil. Não que eu durma a tarde toda, eu vou fazendo um trabalho ali, uma lição aqui, ajudo minha mãe e quando acabo durmo. Simples assim. Mas o problema mesmo é o dinheiro. Hoje paguei 7 reais em uma folha de papel. Uma única folha, 7 reais. Uma facada, assim como pagar 50 reais em um pincel. Eu paguei 50 reais em um pincel. Os outros não foram tão caros, mas eu comprei muitos pincéis. Mas não importa. Espero usá-los logo, tenho medo de usar sem orientação e estragá-los de alguma forma, por isso ainda não usei. Tô desenhando mais com lápis mesmo. Principalmente preto e branco.
O namoro completa 11 meses esse mês. Tem bastantes cores e está deslizando. Não são passos, a escala é contínua e vai devagar. E isso é bom porque ta tudo bem. Pra mim ta tudo bem. Ta tudo tão bem que eu não sei do que reclamar. As vezes invento uma coisinha ou outra, mas sempre dou risada depois porque não tem como não dar risada depois.
E eu tenho uma amiga que ganhou bebê em dezembro do ano passado. Eu tô querendo visitá-la desde então, comprei até um presentinho, mas a meninha já vai fazer um ano e eu ainda não entreguei. E é roupinha o que eu vou dar, nem deve servir mais.. Fico triste por isso, mas ela mora longe e eu não sei ir sozinha. Tá difícil, mas esse ano eu vou. Eu vou.
E os amigos que moram perto e eu não vejo desde dezembro do ano passado? Tem casos assim também. Eu sinto falta. Mas fazer o quê? A gente sempre combina de se ver mas nunca dá pra todo mundo ir. Ou dá. Sei lá.
Eu tava pensando em como a gente sempre quer tanta coisa. Eu já disse que quero muita coisa, né? Então. Eu quero muita coisa, mas não vou tão atrás. Por que será que a gente deixa passar? A gente tem que fazer as coisas acontecerem. Eu fico aqui e torço pra gente se ver, talvez vocês fiquem aí torcendo pra isso também. Mas e aí?
Aí a gente continua na correria da vida que, na verdade, só anda.
É isso. É tarde de outubro e a um ano atrás era quinta-feira e nos veríamos na sexta de manhã. Tanta saudade eu tenho. Tanta... Imagino que a sentirei pra sempre. Eu, velhinha, relembrando as manhãs no colégio. E as tardes também, as tardes também.
Tô falando demais, né? Vou parar por aqui, a gente se vê logo, eu espero! E não deixe de responder!
Amor,
Bruna.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Pra viver mais
Eu quero
E na verdade o que eu mais quero, o que eu quero mesmo é parar de querer tanta coisa. E só.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Falando sério
“Falando sério, é bem melhor você parar com essas coisas de olhar pra mim com olhos de promessas e depois sorrir como quem nada quer. Você não sabe, mas é que eu tenho cicatrizes que a vida fez e tenho medo de fazer planos, de tentar e sofrer outra vez”.
Incrível como Roberto Carlos realmente consegue fazer com que eu me sinta sozinha, com músicas bonitas, com músicas tristes, com músicas que falam o que eu queria falar mas não consigo... já que bateu deprê mesmo, falando sério, é bem melhor a gente parar por aqui se você não tem certeza, se acha que não é a hora. Eu falo sério.
Falando sério entre nós deveria haver mais sentimento e se não é sua intenção me dar é melhor a gente fingir que nunca rolou intenção nenhuma, que nunca rolou olhar nenhum, que nunca rolou nenhuma fungadinha no pescoço porque eu permiti meu coração abrir a janela pra você olhar dentro dele e você abriu a porta também, agora ta entrando vento porque eu esqueci do meu coração e fui atrás da porta do seu e não te encontrei. Eu te vi do outro lado da rua mas passou um caminhão daqueles grandes e quando eu olhei de novo você já não estava lá. Toda vez que eu saio eu me preparo pra, quem sabe, te ver de novo mas eu não encontro e pode ser exagero meu, pode ser fraqueza minha, pois que seja fraqueza então, mas eu já tenho feridas que a vida fez e não quero mais cicatrizes nem ventos gelados dentro do meu coração, eu não quero mais esquecer de mim pra ir atrás de coração que não sabe o que quer... eu não quero mas até estou me permitindo sofrer um pouquinho agora... só porque é você.
Falando sério, eu me permiti ser feliz por causa de você e eu me permiti ter desejos que eu nem sabia mais que existiam por você. Eu permito que você diga que eu to errada e que quer se permitir ser feliz por mim também, só não deixe a porta aberta e saia porque alguém pode querer parar o vento, só não ameace entrar e suma porque alguém pode querer ocupar seu lugar... e eu posso gostar.
(Mais uma carta que não vai)
Sempre te considerei muito, muito mesmo. Como um grande amigo, mesmo que eu não deixasse parecer que fosse sincero, que, sei lá, que você é importante para mim e que eu penso em você com carinho, mas com um carinho triste, preocupado..
Sei que você deve pensar que eu não tenho nada a ver com a sua vida, eu nem quero uma reposta pra isso que estou tentando te dizer (mesmo porque eu acredito em demasia que a resposta não seria das mais amáveis), mas é que eu sinto muito por não conseguir ver você sendo a mesma pessoa de antes. Eu sinto muito por você ter mudado tanto. Prefiro acreditar que você mudou, tanto, a acreditar que você sempre foi assim. Não quero te ofender nem nada. É só que eu tava lendo um texto aí e lembrei que você adorava ler, e aí lembrei também que eu li o livro que você me indicou, Ponte para Terabítia, que fala sobre amizade, e que eu gostei do livro. Mas você parece estar tão distante de tudo isso...
Você não sabe como você me deixou triste (não quero te dar sermão nem nada, mesmo porque a pessoa que mais ficou triste, e que ainda está triste, acredite, nem deve ter chegado a conhecer o amigo que você foi pra mim – abro outro parêntese aqui pra dizer que essa pessoa nem sonha que eu estou escrevendo isso pra você, caso você imagine que tem alguma ligação, porque ligação direta não tem, não mesmo, o que estou te dizendo aqui é uma coisa muita minha, estou te falando como amiga que não vai embora porque você não foi bom menino, que não vai embora só porque você foi embora...).
Nem eu sei bem o que e porque estou tentando te dizer, mas, sintetizando tudo o que eu queria te falar, talvez fique simples: no dia em que você resolver sair desse lado daí e resolver pensar nas pessoas do lado de cá, eu faço um bolo de chocolate pra gente lembrar que ainda somos adolescentes e que Dom Quixote jamais precisou tomar alucinógenos pra lutar contra moinhos de ventos e que Sancho Pança sempre teve um motivo pra estar lá.
É isso aí. Força sempre.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Entenda,
É estranho, mas eu preciso estar triste às vezes, entenda. Eu preciso porque estar sempre feliz pesa debaixo dos olhos e eu preciso fechá-los pra não ser injusta com quem nunca conseguiu abri-los e comigo mesma porque, no fundo, eu nunca soube como lidar com a situação quando está tudo bem.
Todo mundo sofre, todo mundo fica mal. Seja lá qual for o motivo. E eu tô mal agora, só não sei te dizer como.
Por mais que eu queira que você entenda, não tem como te explicar o que nem eu entendo. As palavras não conseguem se encontrar, e eu me sinto numa piscina fria, antes do primeiro mergulho, sem saber nadar. E aí a tristeza acaba passando.
Você pergunta pergunta pergunta um motivo. E aí ela passa porque, por mais forte que ela possa ser, ela não quer que você também fique triste só por causa dela.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
É como respirar
Eu não tive intenção de ir tão longe, mas eu fui. Não tive intenção de me apaixonar, mas eu me apaixonei... não tive intenção de corresponder seu olhares e suas investidas, mas de nada valeu não ter intenção nenhuma porque agora eu to aqui arrancando os cabelos de saudade de você, de vontade de sentir o cheiro do Ferrari Black naquela jaqueta que te deixa com tanta cara de homem que me faz sentir a mulher que existe por trás do meu rosto de criança, que só é provocada por você, que só sabe ser mulher perto de você.
Eu to aqui tentando me convencer que pensar em você e te afundar ainda mais na minha mente não é a coisa mais esperta a se fazer, mas quando eu chego perto de me convencer eu resolvo dar mais uma olhadinha na sua foto do Orkut e quando abro a minha página inicial vejo lá um recado seu, sentiu que eu me afastei e veio atrás. É sua culpa, é tudo sua culpa, eu não queria te corresponder mas você sabe, eu correspondo... e eu queria sentir raiva de por isso, mas não tem jeito, meus olhos já te contaram todos meus segredos e te ensinaram exatamente como agir, como me prender. Já não tem como reverter, eu ando pensando em você... e é como respirar.
Pra você
É que eu fico tão feliz quando eu penso que você também gosta de mim e que talvez você também tenha vontade de se casar comigo e ter 6 filhos que eu gostaria, sinceramente, que esses momentos nunca passassem e eu tenho certeza que quando eu te perder, nunca conseguirei encontrar tantas qualidades, tantas coisas boas, tanta perfeição numa outra pessoa.
Quando penso que você é meu namorado (gosto muito de pensar nisso, fico repetindo infinitas vezes antes de dormir, que você é meu namorado), esqueço tudo que é ruim, esqueço até que eu deveria tentar ser mais legal porque eu tenho que aproveitar todo o possível enquanto você é meu namorado (talvez um dia não seja mais e é tão intenso o que eu tenho por você que meu coração fica apertado e eu esqueço, mais uma vez, que você pode não estar mais aqui um dia).
Queria te escrever alguma coisa bonita que fizesse você ler e reler, pensando, é pra mim. Queria que você entendesse que você faz eu ficar cheia de mim, porque, no fundo, por mais bobo que seja, eu também sou amor. Eu queria te escrever alguma coisa bonita que não fosse apenas alguma coisa bonita.
Na verdade, o que eu queria mesmo, era escrever pra você. E, com o coração apertado, te digo, é isso.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Ela.
Ele inventava suas palavras e verdades. Não gostava de problemas, só dos inventados por ele. Coisa que ela já tinha notado. Poderiam pensar que ela gostava. Mas mesmo assim não se submeteria às coisas que aconteciam por simplesmente gostar. Gostar. Como poderia parecer que ela gostava tanto se só se viam motivos para o contrário? Porque era um desafio? O mundo é repleto de pessoas legais e ela não mudava o caminho, continuava deixando-o tentar desvia-la da linha reta em que seguia. E ela desviou bastante, mas para os planos que ele fez não valeu de nada.
Ele tentava convence-la de que suas ideologias eram certas, de que viver a seu modo era melhor. Mas, pra ela, nunca poderia ser.
Ou ela acreditava no impossível ou ela não acreditava em nada. Depois de um tempo, tive certeza que ela não acreditava em nada.
Eu disse, não continue tentando, isso tá te fazendo mal. Você tá me deixando de lado, mas eu não abandonei você. E não adiantou.
Ela tava insistindo. Ela tava insistindo porque insistir em mim não é insistir em mim. Eu continuei insistindo porque meus sentimentos são tão fortes e egoístas que eu insistiria no que fosse só pra não pensar depois que não tentei, que a culpa foi minha.
Mas eu não sou mais assim. Eu não sou mais assim porque meus sentimentos ficaram tão mais fortes e tão mais egoístas que agora insistir em mim voltou a ser insistir em mim: por quem eu tenho meus sentimentos, tão fortes e egoístas, não vai, definitivamente, querer me ver mal.
domingo, 6 de setembro de 2009
Não sei o que tá acontecendo.
Nossa amizade começou do nada e de repente você era um dos meus melhores amigos. Eu pensava em você quando eu estava triste, assim como sempre penso em pessoas importantes pra mim quando estou triste, e ganhava alguma força pra continuar. Você tava comigo nos meus piores dias, a gente só se olhava e você já percebia que eu não tava bem. Você falava várias coisas que ocupavam meus pensamentos a tarde toda: eu pensava em suas palavras bonitas em vez de pensar nos meus problemas, já tão desgastados.
Eu imaginava a gente, já velhinhos, e você vindo me visitar. Eu fazendo um bolo de laranja e você com aquele olhar “nítido como um girassol”, transformando qualquer conversa banal em um descobrimento do mundo.
Não sei o que tá acontecendo. Uma vez me disseram que as amizades vão morrendo porque as pessoas mudam e deixam de ter interesses em comum. Mas nós sempre fomos diferentes, e sabemos disso. E eu não consigo associar a palavra interesse a palavra amizade, seja lá qual for o sentido. Mesmo que os amigos mudem, eles sempre terão algo em comum, mesmo que seja apenas um passado distante pra relembrar e dar risada (e o nosso passado nem é distante).
Não sei o que tá acontecendo. Agora eu falo com você e não é a mesma coisa. To começando a duvidar, de novo, de que será pra sempre. E dessa vez a dúvida não ta durando um instante. E isso é triste. Tão triste que eu resolvi escrever esse texto que eu, sinceramente, duvido que você lerá. Mas, caso leia, espero que essas coisas que estou colocando pra fora não acabem com as que ainda restam por dentro.
Não sei o que tá acontecendo. A sua indiferença grita com tudo o que eu sempre acreditei em você. Grita alto num ritmo que não tem nada de música, mas que faz com que todas as minhas crenças nas nossas descobertas do mundo a acompanhem como uma dança confusa e impressiva, que embaralha tudo e que não dá pra entender. Isso dói. Já perdi amizades antes, a gente acaba aprendendo como é que isso acontece e eu tô sentindo que ta acontecendo com a gente. Mas entre nós existe um laço que não se pode desfazer, mesmo com a correria dos dias. Não poderia, pelo menos. É um compromisso bonito, ou pelo menos foi.
Ta tudo desabando. Não descubro um motivo que me explique porque é. Não sei se você sente o mesmo, não sei se você faz idéia de que isso ta me machucando, não sei se você consegue entender. A gente nem se olha mais, como você poderia perceber que eu não tô bem? É só o brilho falso dessa tela quadrada que transmite imagens e palavras não ditas. Posso estar enganada, pode nem ser nada disso. Ainda consigo acreditar, pelo menos um pouco, e tô me sustentado nisso. Não quero me deixar levar. Não sem você. Prefiro acreditar que as coisas estão, mas não são assim. Espero que entre nós ainda exista amor pra recomeçar. Você me prometeu e, apesar de tudo, te chamarei sempre de amigo e acreditarei em você. Afinal, eu também prometi. (E foi uma promessa dessas que, um dia, acontecerão).
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
O fim do ponto final
E por que raios eu fui falar "tchau"??? Tantas coisas úteis pra eu dizer e eu falo justo essa palavra tão ingrata e tão triste, essa palavra que é quase um tabu. Eu não podia ter falado tchau, aquilo não podia ter sido um adeus, não quero que acabe, não pode. Demorei anos (tá, foi um ano só) pra sentir isso de novo, e eu sei que é loucura da minha cabeça e que daqui a pouco eu caio em mim e viro mais essa página, mas é tão bom sentir as borboletas dançando no meu estômago no ritmo que meu coração bate de novo que eu quero curtir o máximo que puder. Voltando ao meu erro, será que se eu prometer, de joelhos, a Deus que dessa vez eu vou me controlar direitinho Ele deixa eu encontrá-lo mais uma vez pra tirar da minha cabeça que o "tchau" idiota que eu disse foi um tabu e separou nossas vidas com um abismo enorme pra sempre? Será que
Ele deixa eu simplesmente esquecer meus pais, meus amigos, a sociedade em geral e ficar em silêncio alguns minutos, só sendo devorada por aquele olhar que me segue pelo retrovisor, pelo espelho do banheiro e pelo espelhinho da bolsa que tantas vezes eu usei pra olhá-lo também? Pois se Ele deixar eu prometo! Não vou me precipitar, não vou desistir quando conseguir, não vou procurar defeito em tudo, não vou deixar seu perfil do orkut nos favoritos pra procurar agulha em palheiro a cada 5 minutos, vou ser normal, apaixonada, mas normal, porque você é tão homem e me faz sentir tão mulher que eu quero ser, de fato, uma mulher pra você, quero que você sinta orgulho de mim e da família que você tanto quer e eu vou ajudar a construir.
Eu não sei terminar esse texto e eu não quero terminar, não quero por fim em mais nada que se refere a você, pelo menos até eu cair em mim e ver que é tudo uma grande bobagem... se é que é uma grande bobagem,
(o texto não acabou, tem vírgula alí em cima... não acabou!)
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Este texto não vai mudar nada.
Mas nem é um detestar. Eu não detesto tanta coisa. Eu me chateio, é isso. Ligo o computador sem pensar e as janelinhas do mozila firefox aparecem saltando notícias ruins, pessoas ruins, felicidades que, no fundo, me parecem também ruins.
Me entristeço porque as pessoas são tão egoístas.. Fico pensando no que poderia fazer e por mais que eu tente, é sempre tão pouco... Parece que o mundo é imune a tudo isso e então as janelinhas do firefox saltam mostrando sorrisos, viagens e diversão. Faço um esforço enorme pra não me importar também. Mas eu me importo cada vez mais e cada vez mais me vejo mais e mais egoísta, fazendo tão pouco e me chateando com quem poderia fazer mais e não faz.
Tanta gente se diz do bem, mas, como se pode ser do bem se você não faz o bem? Como você pode se considerar uma pessoa boa se tudo pra você está centrado em você? A bondade não é ligada ao individualismo. Para ser uma pessoa boa de verdade, é preciso praticar a bondade com a força dos braços e com o suor do rosto. Eu posso não saber fazer isso, posso até estar me contradizendo, posso estar tentando explicar o que nem eu entendo bem mas é que isso é tão difícil e ao mesmo tempo tão claro que...
Não mais tentarei explicar. Bem sei que não adianta e pode até parecer besteira. Eu só me chateio e não muda nada. Eu só detesto tudo isso, cada vez mais, e não mudo nada...
Eu só precisava desabafar um pouco, mesmo sabendo que isso, também, não muda nada.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
O tipo certo de cara errado
Há tempos reclamo por estar sozinha (no sentido de sem namorado) mas o problema não é nem nunca foi falta de homem, aparecem de todos os tipos, altos, magros, gordinhos, bonitos, inteligentes, burros, enfim, todas as cores, credos e classes sociais e eu continuo sozinha e de coração vazio. Talvez o problema fosse comigo que não sei mais me entregar. Justamente aí aparece outro probleminha, não quero citar nomes mas quando você me olha derrete tudo dentro de mim e eu fico super sem graça, logo eu que adoro fixar num olhar... quando sorri e olha daquele jeitinho meio de rabo de olho que só você sabe eu não sei dizer o que sinto, isso sem contar do combo sorrisinho olhando meio de rabo de olho e dando um soquinho no meu antebraço...
Hoje eu sei que foi a última vez e sequer tive coragem de falar o discurso que ensaiei a semana inteira, talvez porque faz tanto tempo que não choro por alguém que ia adorar quebrar meu jejum com você pra ganhar outro abraço, mas eu não posso, até porque não to apaixonada por você... só to encantada com o seu jeito de derreter o gelo que tem dentro de mim. Voltando pra casa eu repeti várias vezes pra mim mesma “não vai doer, não vai doer” e não ta doendo, juro, o fim de nós dois não dói nem um pouco, o que ta doendo é não saber quando vou sentir isso de novo... e que talvez quando eu sentir seja por um cara tão errado como você.
Foi pensando na nossa situação que cheguei a uma conclusão: o problema não é comigo é com os caras que não sabem me conquistar, eles não sabem olhar, não sabem sorrir, não sabem me acalmar nem me fazer sentir confiança em mim mesma. Eles não sabem ser amigos antes de demonstrar outro interesse. Mas eu não vou desistir, você me mostrou que eu ainda sei e posso balançar só preciso do ritmo certo.
Ah, e quanto a nós dois? Ninguém passa na vida de ninguém sem um motivo. Entendi porque precisei passar meio ano com você e quer saber? Você nem é o cara errado, você foi o cara certo pra me ensinar o que ensinou, eu só confundi as coisas um pouco. Agora passou e eu sei que numa vida na qual tantas coisas acontecem, de repente o amor também pode acontecer.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
(Mais do mesmo)
De fora pode parecer qualquer coisa, mas não é. É outra coisa. Meio cansaço, mas também não.
A cada tempo mais coisas importam menos. É preciso sobreviver à calma e deixar de inventar pedras no caminho.
Mas, inventar? São todas sinceras, não ria. Não ache graça das complicações. A graça faz parecer brincadeira, besteira. Dá vontade de deixar as complicações pra lá. Mas pra lá onde?
Não ria, é sincero, sabe? Assim, eu vou perdê-las e rir também, mas você pode não estar aqui depois, o que facilitaria a volta delas, das complicações, das pedras inventadas no caminho.
Quem vai trazer a graça da tristeza no dia em que você for embora? Porque todo mundo vai embora. Menos eu. Você vai embora um dia e eu vou continuar aqui. Posso até parecer distante, mas não estou indo pra longe. Eu não estou indo embora. Estou indo pra dentro.
sábado, 22 de agosto de 2009
Nova era
Agora que já tá tudo bem morto eu resolvi não enterrar porque sabe, os bichos comem e... coitados dos bichos =S preferi cremar e jogar num rio, foi o que eu fiz. Parei em frente à água corrente, joguei tudo lá, virei e fui embora, nem vi a água levar. Não por causa daquela música que diz mais duro é o amor de partiiiirr, se fica a olhar ele iiirrr (8) mas porque eu não quero mais olhar pra trás, sei que lá tem um passado que me fez sofrer e não me interessa mais. Agora eu olho dos lados e vejo meus amigos, fiéis companheiros, vejo a Penélope, meus pais, minha irmã, minha vó, meus tios e primas e em frente eu vejo um futuro, incerto, confesso, mas que eu estou escrevendo com a minha melhor caligrafia e eu sei que quando chegar lá na frente não terei medo de olhar pra trás e dizer que eu fiz meu trabalho muito bem feito.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Eu não aguento.
Na verdade eu não sou boa em traduzir o que estou sentindo ou pensando. Nunca fui e não é agora que serei. Mas o que estou tentando explicar é que existe um buraco enorme em mim, e que hoje eu chorei no ônibus porque tocou uma música que mexeu comigo. Ontem eu também chorei caminhando pela rua porque eu passei por um lugar que mexeu comigo. Anteontem eu chorei antes de sair de casa porque eu me lembrei de várias coisas que mexeram comigo. Agora eu estou chorando por tudo isso junto.
Eu queria voltar, voltar, voltar no tempo. Eu não agüento mais os novos lugares que eu tenho que freqüentar, os novos caminhos, as novas músicas. E eu não agüento mais ter que agüentar as novas pessoas.
Eu deveria estar feliz, talvez. Mas não consigo. Não é pelo cansaço, não é pelas tarefas, é pelas pessoas, é pelos lugares, é pelas músicas, é pelas palavras.
Eu acordo de manhã com preguiça de abrir os olhos. Com preguiça de escolher uma roupa, de tomar café da manhã. Tudo parece ser igual. As coisas não vão voltar a ser como eram antes, ninguém mais será igual, tudo vai mudar. Tudo está mudando. Já mudou? Quem sabe.
Para ser feliz, é preciso estudar, se esforçar, manter bons relacionamentos e amar. A única coisa que eu consigo fazer é amar. Mas nem isso eu consigo fazer direito. Talvez por isso eu não consiga estar feliz. A pergunta é: ser ou estar? E ser feliz, eu sou? Hoje não, porque eu não agüento mais.
Eu entro no ônibus de manhã e vejo as mesmas pessoas de ontem, que serão as mesmas de amanhã. Eu não gosto delas, desculpe. É errado isso, devo amar ao próximo. Mas eu as amo, amo sim. Apenas não gosto delas. É diferente.
Eu sinto vontade de morrer um pouquinho, de chegar em casa pra não sair nunca mais. Eu sinto vontade de fazer falta de verdade também. Você sente falta de mim? Eu sinto falta de você e eu nem sei quem você é. Eu sinto falta de tudo. De tudo o que eu já tive e de tudo o que eu não tenho e nem nunca terei.
Mas cadê tudo aquilo que eu sonhei um dia? Cadê tudo aquilo que eu imaginei? Não existe. Nada disso existe: vivemos somente esperando. A felicidade é a espera da felicidade. Eu não espero mais nada agora, porque tudo o que eu esperaria agora já passou. Eu me enganei tanto comigo mesma que não agüento mais me permitir.
A falta de esperança faz eu me encher de esperança: e se eu morrer amanhã? Quanto egoísmo. É que eu perdi o encantamento, a magia, o gás que tive até aqui. Cansei de sonhar o dia inteiro com coisas que quando acontecem, perdem a graça. Cansei de sonhar com minha vida inteira enquanto olho a paisagem pela janela (pela janela do ônibus, é claro). Ficou um buraco. Um buraco enorme em mim. Não sei pra onde ir. Quem não sonha não sabe onde quer chegar.
Eu não agüento mais. Um buraco enorme em mim: uma sensação de falta, de pouco, de vazio, de abandono. Eu me entregaria ao novo, mas não posso me entregar porque não me tenho.
Quantas coisas eu já perdi por não estar madura o suficiente pra agüentar as mudanças? Quantas pessoas eu já perdi por estar afundada nos meus próprios problemas deixando pra depois? “Mês que vem nós saímos”. Não, não saímos. Tantas pessoas importantes pra mim que eu perdi por morarem muito longe, por terem se tornado muito diferentes de mim, por eu não ter agüentado. E se elas morrerem amanhã? E se eu morrer amanhã? Todos os meus amigos vão morrer ou me deixar antes. Todos. Mas e os que eu deixei? E se eu morrer antes do mês que vem? A vida é a morte diária. As pessoas sempre vão embora. Essa é uma das piores coisas do mundo. E as pessoas sempre chegam também. Mas hoje, essa também é uma das piores coisas do mundo.
E não dá pra fugir. Por mais que eu não agüente, acabo agüentando, porque a estrada não tem volta e eu não agüento mais não agüentar.
sábado, 15 de agosto de 2009
Ei
E falando em ficar, seja na balada, seja num barzinho ou mesmo numa festa na casa de algum conhecido, crianças, adolescentes, jovens e até mesmo adultos afogando os sentimentos na boca (ou outra coisa) de uma pessoa pra depois se despedir e ou ficar com outras ou ir pra casa e acordar sozinho no dia seguinte. Eu não vejo graça.
Jovens reunidos em torno de um carro com o porta-malas aberto tocando uma música horrível e ensurdecendo os vizinhos, sem falar dos litros de cerveja consumidos e das milhares de latinhas jogadas na rua. E eu não vejo graça.
Início de aulas nas faculdades e aquele monte de gente rindo, gritando, correndo, bebendo, usando drogas, enfim, se divertindo a beça com brincadeiras idiotas do famoso trote no qual dificilmente surgem novas amizades, afinal, quem vai se reconhecer sóbrio e limpo? E eu... bem, eu não vejo graça.
...
Deus? Ei, Deus? Qual o meu problema?
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Hi-tech
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
É que...
Com você eu me sinto tão mais calma, eu sinto que tudo vai dar sempre muito certo sim e isso é um alívio. Mas eu desconfiei de você.
Pensei no perigo que é ter confiança em alguém. Me lembrei de coisas ruins que sempre podem acontecer. Tenho caraminholices que não consigo evitar, mas to aprendendo a conviver com elas, ainda mais porque você faz eu perceber que com você, pelo menos com você, não há nenhum perigo... A gente aprende a não confiar e a não pedir desculpas. Mas em você dá pra confiar de qualquer jeito... Eu pensei mal de você e não foi bom. Escrevo isso porque eu preciso te pedir desculpas...
Desentendo, agora, os pensamentos que foram. E eu não preciso mesmo entender, eles já foram. E não voltarão porque você é a certeza no meio de todas as dúvidas. Você é a surpresa da rotina, é quem me deixa com saudades em questão de horas, é quem eu espero, é o quentinho, é com quem eu sonho antes de dormir, é o mocinho das minhas histórias, é a luz acesa na casa escura, é o par pra dançar desajeitado comigo, é a mão pra eu segurar, é o abraço pra eu descansar de todo o mundo...
Queria que você soubesse que você continua meio perfeito e tem toda a minha confiança. Mas você não pode ser o que eu queria. Você não pode ser o que eu queria porque, puxavida, você é muito mais do que isso.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Nós
Nós tivemos a incerteza, o estrago, a briga, a impossibilidade, o complicado, o ruim, o difícil, a raiva, a invenção, o engano, o erro, a farsa, o vazio, o nada, o absurdo, o negativo e, foi isso, o que criou nós. Porque, de tudo o que houve entre nós, o mais forte, o mais forte entre nós, foram todos esses nós, os nós que nós criamos. Os nós na garganta.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Nem eu sei.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
¬¬
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Em um canto qualquer
A menos que seja aquele canto qualquer em que eu encontro motivos novos, idéias novas, alguma pequena coisa qualquer, jogada nesse tal canto qualquer que pode me fazer querer virar o jogo. Um canto qualquer pode servir como abrigo também, como refúgio... pode-se encontrar um ar novo e se livrar do ar velho que sufoca de tantas vezes que já foi respirado...
Aqui, no nosso canto qualquer, pode ter qualquer coisa. Das rasas até as profundas, mesmo porque um canto qualquer não precisa ter sentido algum...
Luiza e Bruna