quinta-feira, 30 de julho de 2009

Em um canto qualquer

Em um canto qualquer eu encontro rastros do que fui e não quero mais ser. Encontro fotos, cartas, presentes... talvez tenha um sentimento lá também, mas não importa, está em um canto qualquer e você sabe, um canto qualquer guarda coisas que não devem ser tocadas e só são lembradas quando se está sozinho, num dia chuvoso, os filmes na tv são chatos, os programas mais ainda, o telefone não toca, enfim... o que nos resta é pensar no que já foi, porque do futuro nada se sabe mais. Houve um tempo em que não existia dor, não existia solidão, não existia tédio, mas esse tempo está lá... naquele canto qualquer... e eu, estou agora no meu canto escrevendo sobre um canto qualquer que eu não quero pensar, ele veio até mim e me fez lembrar... mas não me fez chorar nããaoo! Agora eu tô forte, eu tô diferente, e não é qualquer canto qualquer que vai me fazer ficar mal! É isso aí, pronto, passou! Não sinto mais nada, tô sozinha no meu canto e as coisas que eu não quero mais, que fiquem no canto qualquer!
A menos que seja aquele canto qualquer em que eu encontro motivos novos, idéias novas, alguma pequena coisa qualquer, jogada nesse tal canto qualquer que pode me fazer querer virar o jogo. Um canto qualquer pode servir como abrigo também, como refúgio... pode-se encontrar um ar novo e se livrar do ar velho que sufoca de tantas vezes que já foi respirado...
Aqui, no nosso canto qualquer, pode ter qualquer coisa. Das rasas até as profundas, mesmo porque um canto qualquer não precisa ter sentido algum...


Luiza e Bruna

Um comentário:

  1. Ahhhh, primeiro comentário aqui, não sei bem o q falar...Oo
    Muito bonito o texto, espero q o blog não seja entrgue as moscas..xD

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