Eu tava começando a achar que o problema era comigo. E estava cada dia mais convencida que a medicina conserta uma coisa pra ferrar outra e nem precisa de remédio pra isso, umas sessões de análise já são suficientes. Esqueci o que me machucava mas agora não dou espaço pra mais ninguém me machucar, nem ao menos tentar.
Há tempos reclamo por estar sozinha (no sentido de sem namorado) mas o problema não é nem nunca foi falta de homem, aparecem de todos os tipos, altos, magros, gordinhos, bonitos, inteligentes, burros, enfim, todas as cores, credos e classes sociais e eu continuo sozinha e de coração vazio. Talvez o problema fosse comigo que não sei mais me entregar. Justamente aí aparece outro probleminha, não quero citar nomes mas quando você me olha derrete tudo dentro de mim e eu fico super sem graça, logo eu que adoro fixar num olhar... quando sorri e olha daquele jeitinho meio de rabo de olho que só você sabe eu não sei dizer o que sinto, isso sem contar do combo sorrisinho olhando meio de rabo de olho e dando um soquinho no meu antebraço...
Hoje eu sei que foi a última vez e sequer tive coragem de falar o discurso que ensaiei a semana inteira, talvez porque faz tanto tempo que não choro por alguém que ia adorar quebrar meu jejum com você pra ganhar outro abraço, mas eu não posso, até porque não to apaixonada por você... só to encantada com o seu jeito de derreter o gelo que tem dentro de mim. Voltando pra casa eu repeti várias vezes pra mim mesma “não vai doer, não vai doer” e não ta doendo, juro, o fim de nós dois não dói nem um pouco, o que ta doendo é não saber quando vou sentir isso de novo... e que talvez quando eu sentir seja por um cara tão errado como você.
Foi pensando na nossa situação que cheguei a uma conclusão: o problema não é comigo é com os caras que não sabem me conquistar, eles não sabem olhar, não sabem sorrir, não sabem me acalmar nem me fazer sentir confiança em mim mesma. Eles não sabem ser amigos antes de demonstrar outro interesse. Mas eu não vou desistir, você me mostrou que eu ainda sei e posso balançar só preciso do ritmo certo.
Ah, e quanto a nós dois? Ninguém passa na vida de ninguém sem um motivo. Entendi porque precisei passar meio ano com você e quer saber? Você nem é o cara errado, você foi o cara certo pra me ensinar o que ensinou, eu só confundi as coisas um pouco. Agora passou e eu sei que numa vida na qual tantas coisas acontecem, de repente o amor também pode acontecer.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
(Mais do mesmo)
A gente dói às vezes. Uma dor tão dor que nem se pensa em chorar, mas se chora mesmo assim porque não tem outro jeito. Mal sabia Macabéa: aspirina não faz passar. Música não distrai, televisão não concentra e nada concentra. Doer ocupa tudo. E olhar para o teto, o chão, a paisagem, a avenida, o telefone, as pessoas, o vazio, não vai bastar. Não se entende o porquê e se acha injusto. Não dar importância faz doer mais ainda. É difícil levantar um motivo real, mas é fácil levantar motivos sinceros. Pode parecer que nem é e, talvez, realmente nem seja.
De fora pode parecer qualquer coisa, mas não é. É outra coisa. Meio cansaço, mas também não.
A cada tempo mais coisas importam menos. É preciso sobreviver à calma e deixar de inventar pedras no caminho.
Mas, inventar? São todas sinceras, não ria. Não ache graça das complicações. A graça faz parecer brincadeira, besteira. Dá vontade de deixar as complicações pra lá. Mas pra lá onde?
Não ria, é sincero, sabe? Assim, eu vou perdê-las e rir também, mas você pode não estar aqui depois, o que facilitaria a volta delas, das complicações, das pedras inventadas no caminho.
Quem vai trazer a graça da tristeza no dia em que você for embora? Porque todo mundo vai embora. Menos eu. Você vai embora um dia e eu vou continuar aqui. Posso até parecer distante, mas não estou indo pra longe. Eu não estou indo embora. Estou indo pra dentro.
De fora pode parecer qualquer coisa, mas não é. É outra coisa. Meio cansaço, mas também não.
A cada tempo mais coisas importam menos. É preciso sobreviver à calma e deixar de inventar pedras no caminho.
Mas, inventar? São todas sinceras, não ria. Não ache graça das complicações. A graça faz parecer brincadeira, besteira. Dá vontade de deixar as complicações pra lá. Mas pra lá onde?
Não ria, é sincero, sabe? Assim, eu vou perdê-las e rir também, mas você pode não estar aqui depois, o que facilitaria a volta delas, das complicações, das pedras inventadas no caminho.
Quem vai trazer a graça da tristeza no dia em que você for embora? Porque todo mundo vai embora. Menos eu. Você vai embora um dia e eu vou continuar aqui. Posso até parecer distante, mas não estou indo pra longe. Eu não estou indo embora. Estou indo pra dentro.
sábado, 22 de agosto de 2009
Nova era
Matei! Já faz tempo, na verdade, ta tudo bem morto. Eu esperei um tempo pra enterrar porque em cima da terra esse sentimento me sufocava até eu não agüentar mais, imagina só se embaixo da terra ele resolve reaparecer, sentimento sufocado num coração idem ia me levar a loucura e eu prometi, eu prometi que eu não ia mais voltar naquela psicóloga e eu prometi também que teria o prazer de escrever o último texto falando dele e ia postar aqui. É uma maneira de gritar pro mundo inteiro que morreu! Eu matei a minha espera, a minha dor, as lembranças, os presentes, o sentimento. Arranquei ele e tudo que se refere a ele de dentro de mim com toda a força que eu pude e matei! Matei bem morto, aproveitei o embalo e o matei do meu Orkut e exterminei do meu MSN. Meu celular novo nunca teve o número dele, meu computador recém formatado não lembra mais de conversa nenhuma e meu netbook nem sonha que ele existe.
Agora que já tá tudo bem morto eu resolvi não enterrar porque sabe, os bichos comem e... coitados dos bichos =S preferi cremar e jogar num rio, foi o que eu fiz. Parei em frente à água corrente, joguei tudo lá, virei e fui embora, nem vi a água levar. Não por causa daquela música que diz mais duro é o amor de partiiiirr, se fica a olhar ele iiirrr (8) mas porque eu não quero mais olhar pra trás, sei que lá tem um passado que me fez sofrer e não me interessa mais. Agora eu olho dos lados e vejo meus amigos, fiéis companheiros, vejo a Penélope, meus pais, minha irmã, minha vó, meus tios e primas e em frente eu vejo um futuro, incerto, confesso, mas que eu estou escrevendo com a minha melhor caligrafia e eu sei que quando chegar lá na frente não terei medo de olhar pra trás e dizer que eu fiz meu trabalho muito bem feito.
Agora que já tá tudo bem morto eu resolvi não enterrar porque sabe, os bichos comem e... coitados dos bichos =S preferi cremar e jogar num rio, foi o que eu fiz. Parei em frente à água corrente, joguei tudo lá, virei e fui embora, nem vi a água levar. Não por causa daquela música que diz mais duro é o amor de partiiiirr, se fica a olhar ele iiirrr (8) mas porque eu não quero mais olhar pra trás, sei que lá tem um passado que me fez sofrer e não me interessa mais. Agora eu olho dos lados e vejo meus amigos, fiéis companheiros, vejo a Penélope, meus pais, minha irmã, minha vó, meus tios e primas e em frente eu vejo um futuro, incerto, confesso, mas que eu estou escrevendo com a minha melhor caligrafia e eu sei que quando chegar lá na frente não terei medo de olhar pra trás e dizer que eu fiz meu trabalho muito bem feito.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Eu não aguento.
Eu não agüento mais, eu não agüento mais, eu não agüento mais. Poderia encher milhões de linhas escrevendo que não agüento mais, mas isso não me ajudaria a agüentar. Mas obrigada, obrigada. Obrigada por estar lendo isso que eu mal comecei a escrever. Obrigada por ler o quanto eu não agüento mais e, mesmo que você não entenda, mesmo que eu não consiga dizer o que ou porque eu não agüento mais, obrigada. Obrigada por me agüentar, porque nem eu me agüento mais.
Na verdade eu não sou boa em traduzir o que estou sentindo ou pensando. Nunca fui e não é agora que serei. Mas o que estou tentando explicar é que existe um buraco enorme em mim, e que hoje eu chorei no ônibus porque tocou uma música que mexeu comigo. Ontem eu também chorei caminhando pela rua porque eu passei por um lugar que mexeu comigo. Anteontem eu chorei antes de sair de casa porque eu me lembrei de várias coisas que mexeram comigo. Agora eu estou chorando por tudo isso junto.
Eu queria voltar, voltar, voltar no tempo. Eu não agüento mais os novos lugares que eu tenho que freqüentar, os novos caminhos, as novas músicas. E eu não agüento mais ter que agüentar as novas pessoas.
Eu deveria estar feliz, talvez. Mas não consigo. Não é pelo cansaço, não é pelas tarefas, é pelas pessoas, é pelos lugares, é pelas músicas, é pelas palavras.
Eu acordo de manhã com preguiça de abrir os olhos. Com preguiça de escolher uma roupa, de tomar café da manhã. Tudo parece ser igual. As coisas não vão voltar a ser como eram antes, ninguém mais será igual, tudo vai mudar. Tudo está mudando. Já mudou? Quem sabe.
Para ser feliz, é preciso estudar, se esforçar, manter bons relacionamentos e amar. A única coisa que eu consigo fazer é amar. Mas nem isso eu consigo fazer direito. Talvez por isso eu não consiga estar feliz. A pergunta é: ser ou estar? E ser feliz, eu sou? Hoje não, porque eu não agüento mais.
Eu entro no ônibus de manhã e vejo as mesmas pessoas de ontem, que serão as mesmas de amanhã. Eu não gosto delas, desculpe. É errado isso, devo amar ao próximo. Mas eu as amo, amo sim. Apenas não gosto delas. É diferente.
Eu sinto vontade de morrer um pouquinho, de chegar em casa pra não sair nunca mais. Eu sinto vontade de fazer falta de verdade também. Você sente falta de mim? Eu sinto falta de você e eu nem sei quem você é. Eu sinto falta de tudo. De tudo o que eu já tive e de tudo o que eu não tenho e nem nunca terei.
Mas cadê tudo aquilo que eu sonhei um dia? Cadê tudo aquilo que eu imaginei? Não existe. Nada disso existe: vivemos somente esperando. A felicidade é a espera da felicidade. Eu não espero mais nada agora, porque tudo o que eu esperaria agora já passou. Eu me enganei tanto comigo mesma que não agüento mais me permitir.
A falta de esperança faz eu me encher de esperança: e se eu morrer amanhã? Quanto egoísmo. É que eu perdi o encantamento, a magia, o gás que tive até aqui. Cansei de sonhar o dia inteiro com coisas que quando acontecem, perdem a graça. Cansei de sonhar com minha vida inteira enquanto olho a paisagem pela janela (pela janela do ônibus, é claro). Ficou um buraco. Um buraco enorme em mim. Não sei pra onde ir. Quem não sonha não sabe onde quer chegar.
Eu não agüento mais. Um buraco enorme em mim: uma sensação de falta, de pouco, de vazio, de abandono. Eu me entregaria ao novo, mas não posso me entregar porque não me tenho.
Quantas coisas eu já perdi por não estar madura o suficiente pra agüentar as mudanças? Quantas pessoas eu já perdi por estar afundada nos meus próprios problemas deixando pra depois? “Mês que vem nós saímos”. Não, não saímos. Tantas pessoas importantes pra mim que eu perdi por morarem muito longe, por terem se tornado muito diferentes de mim, por eu não ter agüentado. E se elas morrerem amanhã? E se eu morrer amanhã? Todos os meus amigos vão morrer ou me deixar antes. Todos. Mas e os que eu deixei? E se eu morrer antes do mês que vem? A vida é a morte diária. As pessoas sempre vão embora. Essa é uma das piores coisas do mundo. E as pessoas sempre chegam também. Mas hoje, essa também é uma das piores coisas do mundo.
E não dá pra fugir. Por mais que eu não agüente, acabo agüentando, porque a estrada não tem volta e eu não agüento mais não agüentar.
Na verdade eu não sou boa em traduzir o que estou sentindo ou pensando. Nunca fui e não é agora que serei. Mas o que estou tentando explicar é que existe um buraco enorme em mim, e que hoje eu chorei no ônibus porque tocou uma música que mexeu comigo. Ontem eu também chorei caminhando pela rua porque eu passei por um lugar que mexeu comigo. Anteontem eu chorei antes de sair de casa porque eu me lembrei de várias coisas que mexeram comigo. Agora eu estou chorando por tudo isso junto.
Eu queria voltar, voltar, voltar no tempo. Eu não agüento mais os novos lugares que eu tenho que freqüentar, os novos caminhos, as novas músicas. E eu não agüento mais ter que agüentar as novas pessoas.
Eu deveria estar feliz, talvez. Mas não consigo. Não é pelo cansaço, não é pelas tarefas, é pelas pessoas, é pelos lugares, é pelas músicas, é pelas palavras.
Eu acordo de manhã com preguiça de abrir os olhos. Com preguiça de escolher uma roupa, de tomar café da manhã. Tudo parece ser igual. As coisas não vão voltar a ser como eram antes, ninguém mais será igual, tudo vai mudar. Tudo está mudando. Já mudou? Quem sabe.
Para ser feliz, é preciso estudar, se esforçar, manter bons relacionamentos e amar. A única coisa que eu consigo fazer é amar. Mas nem isso eu consigo fazer direito. Talvez por isso eu não consiga estar feliz. A pergunta é: ser ou estar? E ser feliz, eu sou? Hoje não, porque eu não agüento mais.
Eu entro no ônibus de manhã e vejo as mesmas pessoas de ontem, que serão as mesmas de amanhã. Eu não gosto delas, desculpe. É errado isso, devo amar ao próximo. Mas eu as amo, amo sim. Apenas não gosto delas. É diferente.
Eu sinto vontade de morrer um pouquinho, de chegar em casa pra não sair nunca mais. Eu sinto vontade de fazer falta de verdade também. Você sente falta de mim? Eu sinto falta de você e eu nem sei quem você é. Eu sinto falta de tudo. De tudo o que eu já tive e de tudo o que eu não tenho e nem nunca terei.
Mas cadê tudo aquilo que eu sonhei um dia? Cadê tudo aquilo que eu imaginei? Não existe. Nada disso existe: vivemos somente esperando. A felicidade é a espera da felicidade. Eu não espero mais nada agora, porque tudo o que eu esperaria agora já passou. Eu me enganei tanto comigo mesma que não agüento mais me permitir.
A falta de esperança faz eu me encher de esperança: e se eu morrer amanhã? Quanto egoísmo. É que eu perdi o encantamento, a magia, o gás que tive até aqui. Cansei de sonhar o dia inteiro com coisas que quando acontecem, perdem a graça. Cansei de sonhar com minha vida inteira enquanto olho a paisagem pela janela (pela janela do ônibus, é claro). Ficou um buraco. Um buraco enorme em mim. Não sei pra onde ir. Quem não sonha não sabe onde quer chegar.
Eu não agüento mais. Um buraco enorme em mim: uma sensação de falta, de pouco, de vazio, de abandono. Eu me entregaria ao novo, mas não posso me entregar porque não me tenho.
Quantas coisas eu já perdi por não estar madura o suficiente pra agüentar as mudanças? Quantas pessoas eu já perdi por estar afundada nos meus próprios problemas deixando pra depois? “Mês que vem nós saímos”. Não, não saímos. Tantas pessoas importantes pra mim que eu perdi por morarem muito longe, por terem se tornado muito diferentes de mim, por eu não ter agüentado. E se elas morrerem amanhã? E se eu morrer amanhã? Todos os meus amigos vão morrer ou me deixar antes. Todos. Mas e os que eu deixei? E se eu morrer antes do mês que vem? A vida é a morte diária. As pessoas sempre vão embora. Essa é uma das piores coisas do mundo. E as pessoas sempre chegam também. Mas hoje, essa também é uma das piores coisas do mundo.
E não dá pra fugir. Por mais que eu não agüente, acabo agüentando, porque a estrada não tem volta e eu não agüento mais não agüentar.
sábado, 15 de agosto de 2009
Ei
Baladas fedidas e cheias de pessoas bêbadas, fumando e cantando vitória por ter ficado com aquela biscatinha de short curto, ou o malhadão idiota sem camiseta... cabeças vazias... corações desertos... e eu não vejo graça.
E falando em ficar, seja na balada, seja num barzinho ou mesmo numa festa na casa de algum conhecido, crianças, adolescentes, jovens e até mesmo adultos afogando os sentimentos na boca (ou outra coisa) de uma pessoa pra depois se despedir e ou ficar com outras ou ir pra casa e acordar sozinho no dia seguinte. Eu não vejo graça.
Jovens reunidos em torno de um carro com o porta-malas aberto tocando uma música horrível e ensurdecendo os vizinhos, sem falar dos litros de cerveja consumidos e das milhares de latinhas jogadas na rua. E eu não vejo graça.
Início de aulas nas faculdades e aquele monte de gente rindo, gritando, correndo, bebendo, usando drogas, enfim, se divertindo a beça com brincadeiras idiotas do famoso trote no qual dificilmente surgem novas amizades, afinal, quem vai se reconhecer sóbrio e limpo? E eu... bem, eu não vejo graça.
...
Deus? Ei, Deus? Qual o meu problema?
E falando em ficar, seja na balada, seja num barzinho ou mesmo numa festa na casa de algum conhecido, crianças, adolescentes, jovens e até mesmo adultos afogando os sentimentos na boca (ou outra coisa) de uma pessoa pra depois se despedir e ou ficar com outras ou ir pra casa e acordar sozinho no dia seguinte. Eu não vejo graça.
Jovens reunidos em torno de um carro com o porta-malas aberto tocando uma música horrível e ensurdecendo os vizinhos, sem falar dos litros de cerveja consumidos e das milhares de latinhas jogadas na rua. E eu não vejo graça.
Início de aulas nas faculdades e aquele monte de gente rindo, gritando, correndo, bebendo, usando drogas, enfim, se divertindo a beça com brincadeiras idiotas do famoso trote no qual dificilmente surgem novas amizades, afinal, quem vai se reconhecer sóbrio e limpo? E eu... bem, eu não vejo graça.
...
Deus? Ei, Deus? Qual o meu problema?
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Hi-tech
Tô com vontade de ser formatada. Quero ser formatada agora! E falando nisso, já reparou que a vida parece um computador? O usuário é você mesmo, mas as vezes algumas pessoas se metem a besta de tentar mexer e ou fazem um estrago, instalam vírus (ou eles mesmos são os vírus... sim, tô falando de você =) a brincadeira não era ofender um ao outro? Pois bem, amei a brincadeira!) ou então é alguém que sabe muito bem o que está fazendo e dá um jeitinho de limpar o que não precisa mais, instala programas úteis e até te deixa mais espertinha! É justamente uma pessoa dessas que eu procuro, mas na verdade ele não precisa entender muito de computador, só precisa saber formatar um. Depois de tirar de mim tudo que não preciso mais lembrar, principalmente os vírus e spywares que acham que ainda causam algum estrago no meu sistema e não causam estrago nenhum, apenas ocupam uma memória que poderia ser usada com coisas muito mais úteis e interessantes, essa pessoa só precisa instalar de novo tudo que há de bom em mim e se instalar também. Pode ficar o tempo que quiser, um ano, um mês, um dia... uma vida... só quero que me ajude a esquecer o que não quero mais lembrar e depois, bom, depois prometo trazer a esse usuário tudo que ele espera de um computador de última geração.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
É que...
As coisas estavam tão bem... Queria continuar acreditando que tudo vai dar sempre muito certo sim. Mas isso é de mim? Tenho desesperos antecipados, pensamentos involuntários, medos que rondam o tempo todo. Isso era de mim.
Com você eu me sinto tão mais calma, eu sinto que tudo vai dar sempre muito certo sim e isso é um alívio. Mas eu desconfiei de você.
Pensei no perigo que é ter confiança em alguém. Me lembrei de coisas ruins que sempre podem acontecer. Tenho caraminholices que não consigo evitar, mas to aprendendo a conviver com elas, ainda mais porque você faz eu perceber que com você, pelo menos com você, não há nenhum perigo... A gente aprende a não confiar e a não pedir desculpas. Mas em você dá pra confiar de qualquer jeito... Eu pensei mal de você e não foi bom. Escrevo isso porque eu preciso te pedir desculpas...
Desentendo, agora, os pensamentos que foram. E eu não preciso mesmo entender, eles já foram. E não voltarão porque você é a certeza no meio de todas as dúvidas. Você é a surpresa da rotina, é quem me deixa com saudades em questão de horas, é quem eu espero, é o quentinho, é com quem eu sonho antes de dormir, é o mocinho das minhas histórias, é a luz acesa na casa escura, é o par pra dançar desajeitado comigo, é a mão pra eu segurar, é o abraço pra eu descansar de todo o mundo...
Queria que você soubesse que você continua meio perfeito e tem toda a minha confiança. Mas você não pode ser o que eu queria. Você não pode ser o que eu queria porque, puxavida, você é muito mais do que isso.
Com você eu me sinto tão mais calma, eu sinto que tudo vai dar sempre muito certo sim e isso é um alívio. Mas eu desconfiei de você.
Pensei no perigo que é ter confiança em alguém. Me lembrei de coisas ruins que sempre podem acontecer. Tenho caraminholices que não consigo evitar, mas to aprendendo a conviver com elas, ainda mais porque você faz eu perceber que com você, pelo menos com você, não há nenhum perigo... A gente aprende a não confiar e a não pedir desculpas. Mas em você dá pra confiar de qualquer jeito... Eu pensei mal de você e não foi bom. Escrevo isso porque eu preciso te pedir desculpas...
Desentendo, agora, os pensamentos que foram. E eu não preciso mesmo entender, eles já foram. E não voltarão porque você é a certeza no meio de todas as dúvidas. Você é a surpresa da rotina, é quem me deixa com saudades em questão de horas, é quem eu espero, é o quentinho, é com quem eu sonho antes de dormir, é o mocinho das minhas histórias, é a luz acesa na casa escura, é o par pra dançar desajeitado comigo, é a mão pra eu segurar, é o abraço pra eu descansar de todo o mundo...
Queria que você soubesse que você continua meio perfeito e tem toda a minha confiança. Mas você não pode ser o que eu queria. Você não pode ser o que eu queria porque, puxavida, você é muito mais do que isso.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Nós
Nós? Nós não nos conhecemos, mas eu poderia passar a tarde inteira falando sobre você. Nós? Nós conseguimos esconder um elefante no meio da rua, mas não conseguimos andar do mesmo lado da calçada. Nós? Não dá para falar sobre nós. Nós, existiu nós? Não sei mais.
Nós tivemos a incerteza, o estrago, a briga, a impossibilidade, o complicado, o ruim, o difícil, a raiva, a invenção, o engano, o erro, a farsa, o vazio, o nada, o absurdo, o negativo e, foi isso, o que criou nós. Porque, de tudo o que houve entre nós, o mais forte, o mais forte entre nós, foram todos esses nós, os nós que nós criamos. Os nós na garganta.
Nós tivemos a incerteza, o estrago, a briga, a impossibilidade, o complicado, o ruim, o difícil, a raiva, a invenção, o engano, o erro, a farsa, o vazio, o nada, o absurdo, o negativo e, foi isso, o que criou nós. Porque, de tudo o que houve entre nós, o mais forte, o mais forte entre nós, foram todos esses nós, os nós que nós criamos. Os nós na garganta.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Nem eu sei.
Eu só tenho 18 anos. Só? Sei lá se é só. Eu perco os anos, os dias, as horas. Perco o tempo e sinto muito por isso. Não faço tudo o que eu queria. Mas eu quero coisa demais. Sinto coisa demais. Penso coisa demais. Sou uma pessoa inteira, como toda pessoa normal. Todo mundo tem seus excessos de querer e de sentir. Mas nem todo mundo percebe isso. Nem eu percebo. Ou talvez eu perceba demais. Sou confusa. Não tenho certeza das coisas. Sou passado? O instante vira passado no agora. E o que o envelhece na gente? É só o corpo? Talvez eu seja meio velha por dentro. Ou talvez seja jovem demais. Tão pouca vivência com tanta coisa. Tanta mágoa e entendimento em outro tanto. Mas tanto amor também. Tantas pessoas, tantos tantos de coisas e muito mais. Mas isso é mesmo muito? Também não sei. Tem coisa que a gente nunca sabe. Eu não sei tudo sobre mim e tão pouco sobre você. Quem é você? Você que está lendo isso, aqui, agora. Eu escrevi para você. Seja lá quem você for. E seja lá quem você for, não espere muito disso que está lendo. Não sou das melhores em escrever, mas é que às vezes é preciso dizer, mesmo que isso não pareça adiantar alguma coisa. Eu queria fazer diferença pras pessoas, mesmo que não fosse pra muitas. E eu devo fazer porque, no fundo, todo mundo faz, mesmo que isso não pareça adiantar alguma coisa. O que é adiantar alguma coisa? É complicado. Somos todos uns complicados. Mas somos todos presos uns aos outros. O que nos prende é o ar, a matéria do pensamento. É dele que é feito o amor. Não dá pra nos encontrarmos em outras pessoas. Isso jamais. E não existe um amigo que eu tenho esquecido. A fundura do amor é grande e eu não fico na superfície. Tentar esquecer e deixar pra lá é doído. É tão doído que eu não consigo mais fazer amigos. Ou consigo. Ou não sei. Eu escrevo este texto na minha mente sem me dar conta. Eu escrevo este texto porque eu perco os anos, os dias, as horas. Perco o tempo e sinto muito por isso. Eu escrevo esse texto só pra dizer que, seja lá quem você for, eu gosto de você. No fundo, eu gosto das pessoas, mesmo que elas sejam ruins. Mas como a maioria, agora tento ficar na superfície.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
¬¬
Ele pisou em mim. Mas calma, não vou me fazer de vítima, eu permiti que fosse pisada. Sabe como é, paixão deixa a pessoa cega e se você chama essa paixão de amor então, você fica cega e surda. Sim, porque não foi amor, desculpa... eu li nesses livros de auto ajuda e minha psicóloga me disse, amor não é isso, eu não sei o que é amor, se soubesse eu descreveria aqui, juro. Mas eu sei o que NÃO é amor, e é aquele fogo de palha, sabe? De dois anos. Começa a todo vapor, mensagenzinha aqui, mensagenzinha ali, horas no MSN, saudade que parece que vai arrebentar o peito, depois as coisas dão uma esfriada mas quando pessoalmente ainda é uma coisa maravilhosa... até que acaba de vez. Aiai, se arrependimento matasse... sei que não é bom se arrepender, mas eu me arrependo de cada pequena coisa que fiz por ele. Todas. O fato é que eu gostava de ser pisada, sabe? Eu gosto é de coisa difícil mesmo, se o cara chega e já fala que ta muito a fim, que quer tentar e isso e aquilo eu não me dou ao trabalho de pensar nele naqueles 5 minutos de falta do que fazer. Agora se der trabalho, se eu tiver que correr atrás, que mostrar o quão feliz eu posso fazê-lo aíííí sim! Felicidade sem sacrifício não tem graça, mas hoje eu sei, hoje eu sei que foi errado eu deixá-lo pisar em mim. Tentei, corri atrás, chorei, sofri e ele sempre tão indiferente e fazendo questão de mostrar como estava bem sem mim... e hoje eu sei também que ele é pão com ovo se sentindo big mac.
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