Ela não o conhecia. Não o conhecia completamente, mas conhecia o necessário pra saber que não era o caminho mais fácil e, mesmo assim, continuou se arriscando.
Ele inventava suas palavras e verdades. Não gostava de problemas, só dos inventados por ele. Coisa que ela já tinha notado. Poderiam pensar que ela gostava. Mas mesmo assim não se submeteria às coisas que aconteciam por simplesmente gostar. Gostar. Como poderia parecer que ela gostava tanto se só se viam motivos para o contrário? Porque era um desafio? O mundo é repleto de pessoas legais e ela não mudava o caminho, continuava deixando-o tentar desvia-la da linha reta em que seguia. E ela desviou bastante, mas para os planos que ele fez não valeu de nada.
Ele tentava convence-la de que suas ideologias eram certas, de que viver a seu modo era melhor. Mas, pra ela, nunca poderia ser.
Ou ela acreditava no impossível ou ela não acreditava em nada. Depois de um tempo, tive certeza que ela não acreditava em nada.
Eu disse, não continue tentando, isso tá te fazendo mal. Você tá me deixando de lado, mas eu não abandonei você. E não adiantou.
Ela tava insistindo. Ela tava insistindo porque insistir em mim não é insistir em mim. Eu continuei insistindo porque meus sentimentos são tão fortes e egoístas que eu insistiria no que fosse só pra não pensar depois que não tentei, que a culpa foi minha.
Mas eu não sou mais assim. Eu não sou mais assim porque meus sentimentos ficaram tão mais fortes e tão mais egoístas que agora insistir em mim voltou a ser insistir em mim: por quem eu tenho meus sentimentos, tão fortes e egoístas, não vai, definitivamente, querer me ver mal.
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Bom demaaaaaaaaaaaaais!!!!
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