Você não vai entender mas, eu não encontro um jeito para parar de gostar de alguém. Não importa o tempo nem o que aconteça. Mesmo que seja alguém que fez algo ruim pra mim, pode ser que o jeito de amar mude, mas eu não deixo de amar. Pode ser que eu suma, que a pessoa suma, que eu não a veja nunca mais, mas os dias passam e eu sempre acabo me lembrando com carinho.
Sempre te considerei muito, muito mesmo. Como um grande amigo, mesmo que eu não deixasse parecer que fosse sincero, que, sei lá, que você é importante para mim e que eu penso em você com carinho, mas com um carinho triste, preocupado..
Sei que você deve pensar que eu não tenho nada a ver com a sua vida, eu nem quero uma reposta pra isso que estou tentando te dizer (mesmo porque eu acredito em demasia que a resposta não seria das mais amáveis), mas é que eu sinto muito por não conseguir ver você sendo a mesma pessoa de antes. Eu sinto muito por você ter mudado tanto. Prefiro acreditar que você mudou, tanto, a acreditar que você sempre foi assim. Não quero te ofender nem nada. É só que eu tava lendo um texto aí e lembrei que você adorava ler, e aí lembrei também que eu li o livro que você me indicou, Ponte para Terabítia, que fala sobre amizade, e que eu gostei do livro. Mas você parece estar tão distante de tudo isso...
Você não sabe como você me deixou triste (não quero te dar sermão nem nada, mesmo porque a pessoa que mais ficou triste, e que ainda está triste, acredite, nem deve ter chegado a conhecer o amigo que você foi pra mim – abro outro parêntese aqui pra dizer que essa pessoa nem sonha que eu estou escrevendo isso pra você, caso você imagine que tem alguma ligação, porque ligação direta não tem, não mesmo, o que estou te dizendo aqui é uma coisa muita minha, estou te falando como amiga que não vai embora porque você não foi bom menino, que não vai embora só porque você foi embora...).
Nem eu sei bem o que e porque estou tentando te dizer, mas, sintetizando tudo o que eu queria te falar, talvez fique simples: no dia em que você resolver sair desse lado daí e resolver pensar nas pessoas do lado de cá, eu faço um bolo de chocolate pra gente lembrar que ainda somos adolescentes e que Dom Quixote jamais precisou tomar alucinógenos pra lutar contra moinhos de ventos e que Sancho Pança sempre teve um motivo pra estar lá.
É isso aí. Força sempre.
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É mais triste perder um amigo do que perder um "amor".
ResponderExcluirÉ mais triste, mesmo..
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