A vida tá sempre andando corrida por todos os lados. Sempre tem muito o que fazer, ler, estudar, trabalhar e tanta tanta tanta coisa mais... Na minha gaveta tem uma pilha de deveres, na minha cabeça tem uma pilha de vontades. E uma delas é dizer bem alto que eu tô com saudades e que a correria da vida que anda não pode nos distanciar.
Ultimamente eu tô escutando bastante Beatles. Eu assisti Across the Universe várias vezes já. O filme não cansa, a música não cansa. Ele dá saudade de coisas que ainda nem passaram. Ou passaram? A gente nunca sabe.
Na faculdade as coisas ainda estão tranqüilas. Mas não pra mim, fico contando os dias pra semana de avaliação e entro em desespero pensando no tanto de trabalho que tenho pra fazer! Mas, em desespero, não consigo fazer trabalho nenhum. Então durmo durante a tarde. Tenho dormido bastante durante a tarde, antes eu não conseguia, mas agora é bem fácil. Não que eu durma a tarde toda, eu vou fazendo um trabalho ali, uma lição aqui, ajudo minha mãe e quando acabo durmo. Simples assim. Mas o problema mesmo é o dinheiro. Hoje paguei 7 reais em uma folha de papel. Uma única folha, 7 reais. Uma facada, assim como pagar 50 reais em um pincel. Eu paguei 50 reais em um pincel. Os outros não foram tão caros, mas eu comprei muitos pincéis. Mas não importa. Espero usá-los logo, tenho medo de usar sem orientação e estragá-los de alguma forma, por isso ainda não usei. Tô desenhando mais com lápis mesmo. Principalmente preto e branco.
O namoro completa 11 meses esse mês. Tem bastantes cores e está deslizando. Não são passos, a escala é contínua e vai devagar. E isso é bom porque ta tudo bem. Pra mim ta tudo bem. Ta tudo tão bem que eu não sei do que reclamar. As vezes invento uma coisinha ou outra, mas sempre dou risada depois porque não tem como não dar risada depois.
E eu tenho uma amiga que ganhou bebê em dezembro do ano passado. Eu tô querendo visitá-la desde então, comprei até um presentinho, mas a meninha já vai fazer um ano e eu ainda não entreguei. E é roupinha o que eu vou dar, nem deve servir mais.. Fico triste por isso, mas ela mora longe e eu não sei ir sozinha. Tá difícil, mas esse ano eu vou. Eu vou.
E os amigos que moram perto e eu não vejo desde dezembro do ano passado? Tem casos assim também. Eu sinto falta. Mas fazer o quê? A gente sempre combina de se ver mas nunca dá pra todo mundo ir. Ou dá. Sei lá.
Eu tava pensando em como a gente sempre quer tanta coisa. Eu já disse que quero muita coisa, né? Então. Eu quero muita coisa, mas não vou tão atrás. Por que será que a gente deixa passar? A gente tem que fazer as coisas acontecerem. Eu fico aqui e torço pra gente se ver, talvez vocês fiquem aí torcendo pra isso também. Mas e aí?
Aí a gente continua na correria da vida que, na verdade, só anda.
É isso. É tarde de outubro e a um ano atrás era quinta-feira e nos veríamos na sexta de manhã. Tanta saudade eu tenho. Tanta... Imagino que a sentirei pra sempre. Eu, velhinha, relembrando as manhãs no colégio. E as tardes também, as tardes também.
Tô falando demais, né? Vou parar por aqui, a gente se vê logo, eu espero! E não deixe de responder!
Amor,
Bruna.
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Foram belas manhãs... e tardes melhores ainda! Deu vontade de responder essa carta ^^
ResponderExcluirVontade de responder [2]
ResponderExcluirVou responder no meu blog quando criá-lo. (E nao vou ficar só torcendo pra conseguir criá-lo)