Eu falo demais sem dizer nada, eu sei, mas é que eu não quero falar, eu só quero ser ouvida. Há amplos sentidos na aparente e concreta falta de sentido das coisas. Não pra todo mundo, eu também sei, mas o exato só me torna mais humana e as pessoas esbarram em mim em gestos de palavras que eu não posso ler.
Nada disso importa para outra pessoa que não seja eu mesma. E, no fim das contas, nem eu me importo tanto quando chega o fim do dia e eu também estou me esbarrando nas outras pessoas gesticulando palavras que ninguém jamais poderia ler com precisão.
Os caminhos, em linhas tão tortas, se cruzam e, se por um acaso eu parasse isso talvez não mudaria nada. Mas se você parasse e não tentasse ouvir, uma parte de mim enlouqueceria.
Eu posso enganar a todos e até a mim mesma, mas eu sempre acabo percebendo no espelho quando meu sorriso não afeta os olhos. E o seu também.
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Parece mesmo que ninguém entende quando a gente precisa disso
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