domingo, 24 de janeiro de 2010

Eu não gosto de mudanças

Eu acordo com um medo enorme de já ser adulta, e a cada dia eu me vejo mais adulta. Talvez por isso eu aja assim, de maneira tão infantil.
Eu queria dizer um monte de coisa que tem aqui, pulando pra fora nas horas mais inoportunas e das formas mais estranhas, me confundindo ainda mais, sem passar nada do que eu realmente gostaria.
Mas agora eu só queria dizer que eu to com tanto medo de tudo isso que eu queria avançar bem rápido pra escapar logo de vez ou voltar lá pro começo quando aqui não era refúgio, e sim diversão.
E hoje o tempo congelou por uns instantes, quando o tempo congela não dá pra contar. Eu te amo como se cada minuto fosse um ano e, assim, com você eu tenho tido os meus melhores anos, mas eles passam rápido demais e aí eu volto pro mundo real onde um minuto também é um ano, mas não por ser especial, e sim por ser longo e chato.
Quantas vezes mais eu vou ter que lidar com mudanças? Quantas vezes mais eu vou chorar em lugar inapropriado torcendo pra ninguém perceber? (E ninguém nunca percebe). Quantas vezes eu vou olhar pro novo conseguindo ver apenas o que entra em mim e faz doer? Cada vez é mais difícil lidar com mudanças, eu só queria uma linha reta com tudo vindo devagar. Mas só você conseguiu mudar tudo sem deixar doer.
E os minutos e os anos continuam passando. Pelo menos você traz refúgio – e também diversão. E a vida e o tempo vão dar um jeito nessas coisas, provavelmente trazendo outras piores: já vou ser adulta.