sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Nem eu sei.
Eu só tenho 18 anos. Só? Sei lá se é só. Eu perco os anos, os dias, as horas. Perco o tempo e sinto muito por isso. Não faço tudo o que eu queria. Mas eu quero coisa demais. Sinto coisa demais. Penso coisa demais. Sou uma pessoa inteira, como toda pessoa normal. Todo mundo tem seus excessos de querer e de sentir. Mas nem todo mundo percebe isso. Nem eu percebo. Ou talvez eu perceba demais. Sou confusa. Não tenho certeza das coisas. Sou passado? O instante vira passado no agora. E o que o envelhece na gente? É só o corpo? Talvez eu seja meio velha por dentro. Ou talvez seja jovem demais. Tão pouca vivência com tanta coisa. Tanta mágoa e entendimento em outro tanto. Mas tanto amor também. Tantas pessoas, tantos tantos de coisas e muito mais. Mas isso é mesmo muito? Também não sei. Tem coisa que a gente nunca sabe. Eu não sei tudo sobre mim e tão pouco sobre você. Quem é você? Você que está lendo isso, aqui, agora. Eu escrevi para você. Seja lá quem você for. E seja lá quem você for, não espere muito disso que está lendo. Não sou das melhores em escrever, mas é que às vezes é preciso dizer, mesmo que isso não pareça adiantar alguma coisa. Eu queria fazer diferença pras pessoas, mesmo que não fosse pra muitas. E eu devo fazer porque, no fundo, todo mundo faz, mesmo que isso não pareça adiantar alguma coisa. O que é adiantar alguma coisa? É complicado. Somos todos uns complicados. Mas somos todos presos uns aos outros. O que nos prende é o ar, a matéria do pensamento. É dele que é feito o amor. Não dá pra nos encontrarmos em outras pessoas. Isso jamais. E não existe um amigo que eu tenho esquecido. A fundura do amor é grande e eu não fico na superfície. Tentar esquecer e deixar pra lá é doído. É tão doído que eu não consigo mais fazer amigos. Ou consigo. Ou não sei. Eu escrevo este texto na minha mente sem me dar conta. Eu escrevo este texto porque eu perco os anos, os dias, as horas. Perco o tempo e sinto muito por isso. Eu escrevo esse texto só pra dizer que, seja lá quem você for, eu gosto de você. No fundo, eu gosto das pessoas, mesmo que elas sejam ruins. Mas como a maioria, agora tento ficar na superfície.
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