Eu acordo triste e fico quieta o dia inteiro. Mas eu sempre tô quieta, mesmo não estando sempre triste. E você sempre percebe. Você sempre consegue perceber quando eu tô triste e me pergunta por que. Eu explico dizendo que não é, ou conto em uma frase o que, talvez, daria pra transformar em um livro.
É estranho, mas eu preciso estar triste às vezes, entenda. Eu preciso porque estar sempre feliz pesa debaixo dos olhos e eu preciso fechá-los pra não ser injusta com quem nunca conseguiu abri-los e comigo mesma porque, no fundo, eu nunca soube como lidar com a situação quando está tudo bem.
Todo mundo sofre, todo mundo fica mal. Seja lá qual for o motivo. E eu tô mal agora, só não sei te dizer como.
Por mais que eu queira que você entenda, não tem como te explicar o que nem eu entendo. As palavras não conseguem se encontrar, e eu me sinto numa piscina fria, antes do primeiro mergulho, sem saber nadar. E aí a tristeza acaba passando.
Você pergunta pergunta pergunta um motivo. E aí ela passa porque, por mais forte que ela possa ser, ela não quer que você também fique triste só por causa dela.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
É como respirar
Mais uma vez estou sentada aqui tentando pensar em alguma coisa, qualquer coisa que deixe meus pensamentos longe de você mas você sabe, não ta funcionando. Eu não sei o que aconteceu, foi inevitável não relacionar nossa história com a teoria das almas gêmeas de Platão quando eu tava lendo aquele livro pra tentar te esquecer, parece brega mas é a única coisa que pode explicar porque já estava em tempo de a loucura, se fosse loucura, passar, e não passou.
Eu não tive intenção de ir tão longe, mas eu fui. Não tive intenção de me apaixonar, mas eu me apaixonei... não tive intenção de corresponder seu olhares e suas investidas, mas de nada valeu não ter intenção nenhuma porque agora eu to aqui arrancando os cabelos de saudade de você, de vontade de sentir o cheiro do Ferrari Black naquela jaqueta que te deixa com tanta cara de homem que me faz sentir a mulher que existe por trás do meu rosto de criança, que só é provocada por você, que só sabe ser mulher perto de você.
Eu to aqui tentando me convencer que pensar em você e te afundar ainda mais na minha mente não é a coisa mais esperta a se fazer, mas quando eu chego perto de me convencer eu resolvo dar mais uma olhadinha na sua foto do Orkut e quando abro a minha página inicial vejo lá um recado seu, sentiu que eu me afastei e veio atrás. É sua culpa, é tudo sua culpa, eu não queria te corresponder mas você sabe, eu correspondo... e eu queria sentir raiva de por isso, mas não tem jeito, meus olhos já te contaram todos meus segredos e te ensinaram exatamente como agir, como me prender. Já não tem como reverter, eu ando pensando em você... e é como respirar.
Eu não tive intenção de ir tão longe, mas eu fui. Não tive intenção de me apaixonar, mas eu me apaixonei... não tive intenção de corresponder seu olhares e suas investidas, mas de nada valeu não ter intenção nenhuma porque agora eu to aqui arrancando os cabelos de saudade de você, de vontade de sentir o cheiro do Ferrari Black naquela jaqueta que te deixa com tanta cara de homem que me faz sentir a mulher que existe por trás do meu rosto de criança, que só é provocada por você, que só sabe ser mulher perto de você.
Eu to aqui tentando me convencer que pensar em você e te afundar ainda mais na minha mente não é a coisa mais esperta a se fazer, mas quando eu chego perto de me convencer eu resolvo dar mais uma olhadinha na sua foto do Orkut e quando abro a minha página inicial vejo lá um recado seu, sentiu que eu me afastei e veio atrás. É sua culpa, é tudo sua culpa, eu não queria te corresponder mas você sabe, eu correspondo... e eu queria sentir raiva de por isso, mas não tem jeito, meus olhos já te contaram todos meus segredos e te ensinaram exatamente como agir, como me prender. Já não tem como reverter, eu ando pensando em você... e é como respirar.
Pra você
Eu tava pensando em mim e em você, e quando eu penso muito muito muito em mim e em você, meu coração fica apertado. Eu não sabia que o coração apertava tanto com coisas boas, mas aperta, aperta sim. Eu tiro os pés do chão colocando-os num chão diferente. E eu tô num chão diferente desde que, não sei, desde que eu segurei o seu braço pra você segurar minha mão e deu certo. E antes disso também. Porém, as vezes eu volto, as vezes você não tá aqui, as vezes eu tenho problemas como qualquer outra pessoa ou os invento (porque você tem mania de tirar meus problemas). Mas quando eu penso muito em mim e em você, meu coração fica tão apertado que eu esqueço que acabei de terminar o ensino médio e tenho vontade de me casar e ter 6 filhos.
É que eu fico tão feliz quando eu penso que você também gosta de mim e que talvez você também tenha vontade de se casar comigo e ter 6 filhos que eu gostaria, sinceramente, que esses momentos nunca passassem e eu tenho certeza que quando eu te perder, nunca conseguirei encontrar tantas qualidades, tantas coisas boas, tanta perfeição numa outra pessoa.
Quando penso que você é meu namorado (gosto muito de pensar nisso, fico repetindo infinitas vezes antes de dormir, que você é meu namorado), esqueço tudo que é ruim, esqueço até que eu deveria tentar ser mais legal porque eu tenho que aproveitar todo o possível enquanto você é meu namorado (talvez um dia não seja mais e é tão intenso o que eu tenho por você que meu coração fica apertado e eu esqueço, mais uma vez, que você pode não estar mais aqui um dia).
Queria te escrever alguma coisa bonita que fizesse você ler e reler, pensando, é pra mim. Queria que você entendesse que você faz eu ficar cheia de mim, porque, no fundo, por mais bobo que seja, eu também sou amor. Eu queria te escrever alguma coisa bonita que não fosse apenas alguma coisa bonita.
Na verdade, o que eu queria mesmo, era escrever pra você. E, com o coração apertado, te digo, é isso.
É que eu fico tão feliz quando eu penso que você também gosta de mim e que talvez você também tenha vontade de se casar comigo e ter 6 filhos que eu gostaria, sinceramente, que esses momentos nunca passassem e eu tenho certeza que quando eu te perder, nunca conseguirei encontrar tantas qualidades, tantas coisas boas, tanta perfeição numa outra pessoa.
Quando penso que você é meu namorado (gosto muito de pensar nisso, fico repetindo infinitas vezes antes de dormir, que você é meu namorado), esqueço tudo que é ruim, esqueço até que eu deveria tentar ser mais legal porque eu tenho que aproveitar todo o possível enquanto você é meu namorado (talvez um dia não seja mais e é tão intenso o que eu tenho por você que meu coração fica apertado e eu esqueço, mais uma vez, que você pode não estar mais aqui um dia).
Queria te escrever alguma coisa bonita que fizesse você ler e reler, pensando, é pra mim. Queria que você entendesse que você faz eu ficar cheia de mim, porque, no fundo, por mais bobo que seja, eu também sou amor. Eu queria te escrever alguma coisa bonita que não fosse apenas alguma coisa bonita.
Na verdade, o que eu queria mesmo, era escrever pra você. E, com o coração apertado, te digo, é isso.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Ela.
Ela não o conhecia. Não o conhecia completamente, mas conhecia o necessário pra saber que não era o caminho mais fácil e, mesmo assim, continuou se arriscando.
Ele inventava suas palavras e verdades. Não gostava de problemas, só dos inventados por ele. Coisa que ela já tinha notado. Poderiam pensar que ela gostava. Mas mesmo assim não se submeteria às coisas que aconteciam por simplesmente gostar. Gostar. Como poderia parecer que ela gostava tanto se só se viam motivos para o contrário? Porque era um desafio? O mundo é repleto de pessoas legais e ela não mudava o caminho, continuava deixando-o tentar desvia-la da linha reta em que seguia. E ela desviou bastante, mas para os planos que ele fez não valeu de nada.
Ele tentava convence-la de que suas ideologias eram certas, de que viver a seu modo era melhor. Mas, pra ela, nunca poderia ser.
Ou ela acreditava no impossível ou ela não acreditava em nada. Depois de um tempo, tive certeza que ela não acreditava em nada.
Eu disse, não continue tentando, isso tá te fazendo mal. Você tá me deixando de lado, mas eu não abandonei você. E não adiantou.
Ela tava insistindo. Ela tava insistindo porque insistir em mim não é insistir em mim. Eu continuei insistindo porque meus sentimentos são tão fortes e egoístas que eu insistiria no que fosse só pra não pensar depois que não tentei, que a culpa foi minha.
Mas eu não sou mais assim. Eu não sou mais assim porque meus sentimentos ficaram tão mais fortes e tão mais egoístas que agora insistir em mim voltou a ser insistir em mim: por quem eu tenho meus sentimentos, tão fortes e egoístas, não vai, definitivamente, querer me ver mal.
Ele inventava suas palavras e verdades. Não gostava de problemas, só dos inventados por ele. Coisa que ela já tinha notado. Poderiam pensar que ela gostava. Mas mesmo assim não se submeteria às coisas que aconteciam por simplesmente gostar. Gostar. Como poderia parecer que ela gostava tanto se só se viam motivos para o contrário? Porque era um desafio? O mundo é repleto de pessoas legais e ela não mudava o caminho, continuava deixando-o tentar desvia-la da linha reta em que seguia. E ela desviou bastante, mas para os planos que ele fez não valeu de nada.
Ele tentava convence-la de que suas ideologias eram certas, de que viver a seu modo era melhor. Mas, pra ela, nunca poderia ser.
Ou ela acreditava no impossível ou ela não acreditava em nada. Depois de um tempo, tive certeza que ela não acreditava em nada.
Eu disse, não continue tentando, isso tá te fazendo mal. Você tá me deixando de lado, mas eu não abandonei você. E não adiantou.
Ela tava insistindo. Ela tava insistindo porque insistir em mim não é insistir em mim. Eu continuei insistindo porque meus sentimentos são tão fortes e egoístas que eu insistiria no que fosse só pra não pensar depois que não tentei, que a culpa foi minha.
Mas eu não sou mais assim. Eu não sou mais assim porque meus sentimentos ficaram tão mais fortes e tão mais egoístas que agora insistir em mim voltou a ser insistir em mim: por quem eu tenho meus sentimentos, tão fortes e egoístas, não vai, definitivamente, querer me ver mal.
domingo, 6 de setembro de 2009
Não sei o que tá acontecendo.
Você disse que seríamos amigos pra sempre. Eu tenho medo de dizer pra sempre e até devo ter falado isso na hora, se não falei, me lembro de ter duvidado por alguns instantes porque, no fundo, tudo sempre pode acabar.
Nossa amizade começou do nada e de repente você era um dos meus melhores amigos. Eu pensava em você quando eu estava triste, assim como sempre penso em pessoas importantes pra mim quando estou triste, e ganhava alguma força pra continuar. Você tava comigo nos meus piores dias, a gente só se olhava e você já percebia que eu não tava bem. Você falava várias coisas que ocupavam meus pensamentos a tarde toda: eu pensava em suas palavras bonitas em vez de pensar nos meus problemas, já tão desgastados.
Eu imaginava a gente, já velhinhos, e você vindo me visitar. Eu fazendo um bolo de laranja e você com aquele olhar “nítido como um girassol”, transformando qualquer conversa banal em um descobrimento do mundo.
Não sei o que tá acontecendo. Uma vez me disseram que as amizades vão morrendo porque as pessoas mudam e deixam de ter interesses em comum. Mas nós sempre fomos diferentes, e sabemos disso. E eu não consigo associar a palavra interesse a palavra amizade, seja lá qual for o sentido. Mesmo que os amigos mudem, eles sempre terão algo em comum, mesmo que seja apenas um passado distante pra relembrar e dar risada (e o nosso passado nem é distante).
Não sei o que tá acontecendo. Agora eu falo com você e não é a mesma coisa. To começando a duvidar, de novo, de que será pra sempre. E dessa vez a dúvida não ta durando um instante. E isso é triste. Tão triste que eu resolvi escrever esse texto que eu, sinceramente, duvido que você lerá. Mas, caso leia, espero que essas coisas que estou colocando pra fora não acabem com as que ainda restam por dentro.
Não sei o que tá acontecendo. A sua indiferença grita com tudo o que eu sempre acreditei em você. Grita alto num ritmo que não tem nada de música, mas que faz com que todas as minhas crenças nas nossas descobertas do mundo a acompanhem como uma dança confusa e impressiva, que embaralha tudo e que não dá pra entender. Isso dói. Já perdi amizades antes, a gente acaba aprendendo como é que isso acontece e eu tô sentindo que ta acontecendo com a gente. Mas entre nós existe um laço que não se pode desfazer, mesmo com a correria dos dias. Não poderia, pelo menos. É um compromisso bonito, ou pelo menos foi.
Ta tudo desabando. Não descubro um motivo que me explique porque é. Não sei se você sente o mesmo, não sei se você faz idéia de que isso ta me machucando, não sei se você consegue entender. A gente nem se olha mais, como você poderia perceber que eu não tô bem? É só o brilho falso dessa tela quadrada que transmite imagens e palavras não ditas. Posso estar enganada, pode nem ser nada disso. Ainda consigo acreditar, pelo menos um pouco, e tô me sustentado nisso. Não quero me deixar levar. Não sem você. Prefiro acreditar que as coisas estão, mas não são assim. Espero que entre nós ainda exista amor pra recomeçar. Você me prometeu e, apesar de tudo, te chamarei sempre de amigo e acreditarei em você. Afinal, eu também prometi. (E foi uma promessa dessas que, um dia, acontecerão).
Nossa amizade começou do nada e de repente você era um dos meus melhores amigos. Eu pensava em você quando eu estava triste, assim como sempre penso em pessoas importantes pra mim quando estou triste, e ganhava alguma força pra continuar. Você tava comigo nos meus piores dias, a gente só se olhava e você já percebia que eu não tava bem. Você falava várias coisas que ocupavam meus pensamentos a tarde toda: eu pensava em suas palavras bonitas em vez de pensar nos meus problemas, já tão desgastados.
Eu imaginava a gente, já velhinhos, e você vindo me visitar. Eu fazendo um bolo de laranja e você com aquele olhar “nítido como um girassol”, transformando qualquer conversa banal em um descobrimento do mundo.
Não sei o que tá acontecendo. Uma vez me disseram que as amizades vão morrendo porque as pessoas mudam e deixam de ter interesses em comum. Mas nós sempre fomos diferentes, e sabemos disso. E eu não consigo associar a palavra interesse a palavra amizade, seja lá qual for o sentido. Mesmo que os amigos mudem, eles sempre terão algo em comum, mesmo que seja apenas um passado distante pra relembrar e dar risada (e o nosso passado nem é distante).
Não sei o que tá acontecendo. Agora eu falo com você e não é a mesma coisa. To começando a duvidar, de novo, de que será pra sempre. E dessa vez a dúvida não ta durando um instante. E isso é triste. Tão triste que eu resolvi escrever esse texto que eu, sinceramente, duvido que você lerá. Mas, caso leia, espero que essas coisas que estou colocando pra fora não acabem com as que ainda restam por dentro.
Não sei o que tá acontecendo. A sua indiferença grita com tudo o que eu sempre acreditei em você. Grita alto num ritmo que não tem nada de música, mas que faz com que todas as minhas crenças nas nossas descobertas do mundo a acompanhem como uma dança confusa e impressiva, que embaralha tudo e que não dá pra entender. Isso dói. Já perdi amizades antes, a gente acaba aprendendo como é que isso acontece e eu tô sentindo que ta acontecendo com a gente. Mas entre nós existe um laço que não se pode desfazer, mesmo com a correria dos dias. Não poderia, pelo menos. É um compromisso bonito, ou pelo menos foi.
Ta tudo desabando. Não descubro um motivo que me explique porque é. Não sei se você sente o mesmo, não sei se você faz idéia de que isso ta me machucando, não sei se você consegue entender. A gente nem se olha mais, como você poderia perceber que eu não tô bem? É só o brilho falso dessa tela quadrada que transmite imagens e palavras não ditas. Posso estar enganada, pode nem ser nada disso. Ainda consigo acreditar, pelo menos um pouco, e tô me sustentado nisso. Não quero me deixar levar. Não sem você. Prefiro acreditar que as coisas estão, mas não são assim. Espero que entre nós ainda exista amor pra recomeçar. Você me prometeu e, apesar de tudo, te chamarei sempre de amigo e acreditarei em você. Afinal, eu também prometi. (E foi uma promessa dessas que, um dia, acontecerão).
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
O fim do ponto final
Eu queria postar. Até tentei escrever uns textos novos sobre alguma coisa qualquer, o calor, meus amigos, minha gata, minhas dúvidas, sei lá, qualquer coisa mesmo... tentei escrever sobre o nada também, sobre o tudo, sobre o que eu sei e não sei, mas no meio de todas essas tentativas eu me pego pensando no seu olhar, no seu sorriso... e na música que tava tocando quando eu sai do carro e me despedi. Ela tá tocando na minha mente agora, eu ligo o rádio e a ouço não importa em qual estação, todas as 527 músicas do meu ipod são iguais, eu tento cantarolar outras músicas mas é estranho, meu cérebro pensa em uma mas o som que emito é da mesma música que invadiu todos os cantos da casa, tudo, tudo! Acho que eu não canto mais com a boca, eu canto com o coração. (agradeço o Tahara pela frase tão útil!)
E por que raios eu fui falar "tchau"??? Tantas coisas úteis pra eu dizer e eu falo justo essa palavra tão ingrata e tão triste, essa palavra que é quase um tabu. Eu não podia ter falado tchau, aquilo não podia ter sido um adeus, não quero que acabe, não pode. Demorei anos (tá, foi um ano só) pra sentir isso de novo, e eu sei que é loucura da minha cabeça e que daqui a pouco eu caio em mim e viro mais essa página, mas é tão bom sentir as borboletas dançando no meu estômago no ritmo que meu coração bate de novo que eu quero curtir o máximo que puder. Voltando ao meu erro, será que se eu prometer, de joelhos, a Deus que dessa vez eu vou me controlar direitinho Ele deixa eu encontrá-lo mais uma vez pra tirar da minha cabeça que o "tchau" idiota que eu disse foi um tabu e separou nossas vidas com um abismo enorme pra sempre? Será que
Ele deixa eu simplesmente esquecer meus pais, meus amigos, a sociedade em geral e ficar em silêncio alguns minutos, só sendo devorada por aquele olhar que me segue pelo retrovisor, pelo espelho do banheiro e pelo espelhinho da bolsa que tantas vezes eu usei pra olhá-lo também? Pois se Ele deixar eu prometo! Não vou me precipitar, não vou desistir quando conseguir, não vou procurar defeito em tudo, não vou deixar seu perfil do orkut nos favoritos pra procurar agulha em palheiro a cada 5 minutos, vou ser normal, apaixonada, mas normal, porque você é tão homem e me faz sentir tão mulher que eu quero ser, de fato, uma mulher pra você, quero que você sinta orgulho de mim e da família que você tanto quer e eu vou ajudar a construir.
Eu não sei terminar esse texto e eu não quero terminar, não quero por fim em mais nada que se refere a você, pelo menos até eu cair em mim e ver que é tudo uma grande bobagem... se é que é uma grande bobagem,
(o texto não acabou, tem vírgula alí em cima... não acabou!)
E por que raios eu fui falar "tchau"??? Tantas coisas úteis pra eu dizer e eu falo justo essa palavra tão ingrata e tão triste, essa palavra que é quase um tabu. Eu não podia ter falado tchau, aquilo não podia ter sido um adeus, não quero que acabe, não pode. Demorei anos (tá, foi um ano só) pra sentir isso de novo, e eu sei que é loucura da minha cabeça e que daqui a pouco eu caio em mim e viro mais essa página, mas é tão bom sentir as borboletas dançando no meu estômago no ritmo que meu coração bate de novo que eu quero curtir o máximo que puder. Voltando ao meu erro, será que se eu prometer, de joelhos, a Deus que dessa vez eu vou me controlar direitinho Ele deixa eu encontrá-lo mais uma vez pra tirar da minha cabeça que o "tchau" idiota que eu disse foi um tabu e separou nossas vidas com um abismo enorme pra sempre? Será que
Ele deixa eu simplesmente esquecer meus pais, meus amigos, a sociedade em geral e ficar em silêncio alguns minutos, só sendo devorada por aquele olhar que me segue pelo retrovisor, pelo espelho do banheiro e pelo espelhinho da bolsa que tantas vezes eu usei pra olhá-lo também? Pois se Ele deixar eu prometo! Não vou me precipitar, não vou desistir quando conseguir, não vou procurar defeito em tudo, não vou deixar seu perfil do orkut nos favoritos pra procurar agulha em palheiro a cada 5 minutos, vou ser normal, apaixonada, mas normal, porque você é tão homem e me faz sentir tão mulher que eu quero ser, de fato, uma mulher pra você, quero que você sinta orgulho de mim e da família que você tanto quer e eu vou ajudar a construir.
Eu não sei terminar esse texto e eu não quero terminar, não quero por fim em mais nada que se refere a você, pelo menos até eu cair em mim e ver que é tudo uma grande bobagem... se é que é uma grande bobagem,
(o texto não acabou, tem vírgula alí em cima... não acabou!)
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Este texto não vai mudar nada.
Detesto tanta coisa. Queria ter 6 anos. Quando eu tinha 6 anos eu pensava tudo tão bem que nem me importava tanto tanto tanto em não entender. Nesses tempos, eu detestava as coisas por 10 minutos e depois esquecia.
Mas nem é um detestar. Eu não detesto tanta coisa. Eu me chateio, é isso. Ligo o computador sem pensar e as janelinhas do mozila firefox aparecem saltando notícias ruins, pessoas ruins, felicidades que, no fundo, me parecem também ruins.
Me entristeço porque as pessoas são tão egoístas.. Fico pensando no que poderia fazer e por mais que eu tente, é sempre tão pouco... Parece que o mundo é imune a tudo isso e então as janelinhas do firefox saltam mostrando sorrisos, viagens e diversão. Faço um esforço enorme pra não me importar também. Mas eu me importo cada vez mais e cada vez mais me vejo mais e mais egoísta, fazendo tão pouco e me chateando com quem poderia fazer mais e não faz.
Tanta gente se diz do bem, mas, como se pode ser do bem se você não faz o bem? Como você pode se considerar uma pessoa boa se tudo pra você está centrado em você? A bondade não é ligada ao individualismo. Para ser uma pessoa boa de verdade, é preciso praticar a bondade com a força dos braços e com o suor do rosto. Eu posso não saber fazer isso, posso até estar me contradizendo, posso estar tentando explicar o que nem eu entendo bem mas é que isso é tão difícil e ao mesmo tempo tão claro que...
Não mais tentarei explicar. Bem sei que não adianta e pode até parecer besteira. Eu só me chateio e não muda nada. Eu só detesto tudo isso, cada vez mais, e não mudo nada...
Eu só precisava desabafar um pouco, mesmo sabendo que isso, também, não muda nada.
Mas nem é um detestar. Eu não detesto tanta coisa. Eu me chateio, é isso. Ligo o computador sem pensar e as janelinhas do mozila firefox aparecem saltando notícias ruins, pessoas ruins, felicidades que, no fundo, me parecem também ruins.
Me entristeço porque as pessoas são tão egoístas.. Fico pensando no que poderia fazer e por mais que eu tente, é sempre tão pouco... Parece que o mundo é imune a tudo isso e então as janelinhas do firefox saltam mostrando sorrisos, viagens e diversão. Faço um esforço enorme pra não me importar também. Mas eu me importo cada vez mais e cada vez mais me vejo mais e mais egoísta, fazendo tão pouco e me chateando com quem poderia fazer mais e não faz.
Tanta gente se diz do bem, mas, como se pode ser do bem se você não faz o bem? Como você pode se considerar uma pessoa boa se tudo pra você está centrado em você? A bondade não é ligada ao individualismo. Para ser uma pessoa boa de verdade, é preciso praticar a bondade com a força dos braços e com o suor do rosto. Eu posso não saber fazer isso, posso até estar me contradizendo, posso estar tentando explicar o que nem eu entendo bem mas é que isso é tão difícil e ao mesmo tempo tão claro que...
Não mais tentarei explicar. Bem sei que não adianta e pode até parecer besteira. Eu só me chateio e não muda nada. Eu só detesto tudo isso, cada vez mais, e não mudo nada...
Eu só precisava desabafar um pouco, mesmo sabendo que isso, também, não muda nada.
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